Em ano de Copa do Mundo, o Mundial de 2006 ainda permanece como exemplo do que não deve acontecer no Qatar, afinal, nem nos piores pensamentos, a Seleção Brasileira quer repetir a decepcionante derrota daquela edição da competição mais esperada pelas equipes nacionais de todo planeta. E um dos fatores apontados como responsável pelo fracasso da equipe canarinho teria sido a falta de comprometimento do elenco.
Apesar da opinião de alguns, o ex-jogador Cicinho, que foi reserva de Cafu na ocasião, falou sobre o que prejudicou a Seleção na Copa daquele ano, afirmando que a presença constante dos torcedores influenciou durante a preparação da equipe. ”Eu não vi zona, não. Vi uma má organização por parte da CBF. Nós não tínhamos tranquilidade para treinar. O problema foi preparação. Todo treinamento tinha 30 mil pessoas, a cidade virou um alvoroço. O Parreira ia dar um treinamento físico, e a torcida começava a vaiar. Ele tinha que mudar o treino e fazer pelo menos chute a gol para a bola pegar na rede e a torcida gritar”, afirmou em entrevista ao podcast Rei das Resenha, da Jovem Pan Esportes.
Para Cicinho, o elenco se entregou na luta pelo título, todavia, não houve um planejamento para manter os jogadores concentrados. ”Teve comprometimento. É lógico que nós nos empolgávamos com aquilo da torcida. A gente acabava indo para o treino para ver a festa também. A gente não tinha paz, lógico que faltou (organização para blindar a gente)”, admitiu o ex-jogador que tinha 26 anos na época.
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Cicinho: “Eu não posso ver um COUTINHO, que nem é titular no clube, ser TITULAR NA SELEÇÃO. O que o VEIGA precisa fazer para SER LEVADO?”. pic.twitter.com/v1xT1OKgo0
— Jovem Pan Esportes (@JovemPanEsporte) July 11, 2022
Além de responsabilizar a CBF por uma má organização durante a preparação da Seleção, Cicinho também revelou que, durante os treinamentos, o time reserva se mostrava superior ao titular. ”Vai falar que Ronaldo, Cafu, Roberto, Zé Roberto, Kaká, Adriano, Dida não concentraram? Como que não? Os caras queriam ganhar a Copa do Mundo. Só que a gente não tinha uma identidade. O time reserva massacrava o time titular no treinamento. Se colocasse o time reserva, o Ricardinho voando, o Juninho Pernambucano voando”, disse.





