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Rui Costa abre o jogo e detalha demissão de Hernán Crespo no São Paulo após eliminação

Dirigente revela bastidores e aponta divergência de ideias como fator decisivo

Hernán Crespo interessa ao Botafogo. Foto: Ricardo Moreira
© Getty ImagesHernán Crespo interessa ao Botafogo. Foto: Ricardo Moreira

A demissão de Hernán Crespo do São Paulo segue repercutindo internamente e entre os torcedores. A saída aconteceu no dia 9 de março e marcou mais uma mudança recente no comando técnico do clube. A decisão, embora surpreendente para muitos, foi construída ao longo de uma série de avaliações internas.

Quem detalhou os bastidores foi o diretor executivo Rui Costa, em entrevista ao CNN Esportes S/A. Segundo ele, a mudança não aconteceu de forma impulsiva, mas sim após um entendimento de que o time precisava de uma nova direção. O clube buscava ajustes mais imediatos dentro de campo.

De acordo com o dirigente, um dos pontos centrais foi a diferença de visão entre comissão técnica e diretoria. Crespo defendia um trabalho com foco no médio e longo prazo, enquanto o São Paulo entendia que precisava acelerar resultados. Esse desencontro de ideias pesou diretamente na decisão final.

Eliminação para o Palmeiras acelerou decisão

A derrota para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista teve papel importante no processo. O resultado negativo diante do principal rival serviu como ponto de virada para uma avaliação mais profunda da temporada. Internamente, o impacto foi imediato.

“Havia a necessidade de um alinhamento. A necessidade de buscarmos alguma mudança metodológica e uma visão de competitividade imediata. Ele (Crespo) sempre acreditou num processo de médio, longo prazo e você sabe que no futebol, principalmente no clube da grandeza do São Paulo, esses prazos eles são mais curtos”, destacou Rui Costa.

Crespo deveria ter ficado?

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Após a eliminação, a diretoria promoveu reuniões para analisar o desempenho da equipe e projetar os próximos passos. Nesse cenário, a conclusão foi de que uma mudança no comando técnico seria necessária para alinhar o time às metas do ano. A pressão por resultados pesou na decisão.

Foto: SPFC Play/Reprodução

Foto: SPFC Play/Reprodução

Decisão foi conjunta e com aval da presidência

Rui Costa também destacou que a saída de Crespo contou com o aval da alta cúpula do clube. A decisão passou pelo departamento de futebol e teve participação direta da presidência, em um processo considerado alinhado internamente. O treinador foi comunicado após conversas diretas.

“Foi uma decisão do São Paulo. O departamento de futebol do São Paulo procurou o Crespo e com anuência, autorização e conhecimento do presidente Massis. Conversamos muito com o presidente. Eu e o Rafinha”, completou o dirigente. “Essa janela de avaliação surge exatamente após a desclassificação e a derrota contra o nosso adversário. Nosso tradicional adversário que nos tirou o direito de buscarmos o título que nós tanto almejávamos, que era do Campeonato Paulista. Exatamente nesse período, nós fizemos uma reflexão projetando o que nós teríamos no ano, e principalmente o que nós queríamos conquistar no ano. E aí entendemos, concluímos e convencemos a nossa liderança máxima de que essa mudança era necessária naquele momento”, finalizou.

Com isso, o São Paulo optou pela chegada de Roger Machado, que assumiu a equipe com a missão de dar uma nova resposta dentro de campo. A expectativa é de que o novo comando consiga entregar resultados mais rápidos e consistentes ao longo da temporada.

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