O São Paulo Futebol Clube mostrou sinais claros da identidade que Hernán Crespo tenta consolidar na equipe. Diante do Red Bull Bragantino, o Tricolor oscilou em alguns momentos, mas soube ser eficiente e competitivo dentro do plano estratégico traçado pelo treinador.

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Primeiro tempo: equilíbrio e eficiência
Jogando em casa, o Bragantino começou mais agressivo e criou as principais oportunidades nos minutos iniciais. A pressão alta e a intensidade nos corredores incomodaram o sistema defensivo são-paulino.
Com o passar do tempo, porém, o São Paulo ajustou o posicionamento, equilibrou a posse e passou a controlar melhor os espaços. A recompensa veio aos 39 minutos: Lucas Ramon avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. O goleiro Cleiton espalmou para o meio da área, e Bobadilla, bem posicionado, aproveitou a sobra para abrir o placar.
O Massa Bruta ainda acertou a trave em chute de Gustavinho, mas o Tricolor foi mais eficiente.
Alas como protagonistas no modelo de Crespo
Um dos pontos mais interessantes da partida foi o papel de Lucas Ramon. Dono de grande capacidade física, ele dominou o corredor e entregou profundidade constante. O perfil lembra o que Caio Paulista oferecia em 2024: intensidade, amplitude e chegada ao fundo.
Crespo demonstra preferência por alas que executem movimentos típicos de pontas, tanto com bola quanto atacando espaços sem ela. Lucas Ramon se encaixa perfeitamente nessa proposta. É um perfil diferente de Maik, por exemplo, que oferece características mais associativas e menos explosivas.
O segundo gol, logo aos seis minutos da etapa final, reforçou essa ideia de dinâmica ofensiva. Em jogada ensaiada, Danielzinho encontrou Luciano na área, que escorou para Lucas finalizar livre: 2 a 0 e controle momentâneo da partida.
Bobadilla em ascensão
Outro destaque é Bobadilla. Desde a chegada de Crespo, o volante vive clara evolução. Mais solto, com liberdade para pisar na área e participar da construção, tornou-se peça importante no novo desenho tático, especialmente considerando que retornava de lesão.

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Sua presença ofensiva dá ao São Paulo uma alternativa além dos atacantes, aumentando o volume e a imprevisibilidade.








