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São Paulo

Decepção com Nikão e Ganso na mira da torcida: os bastidores da "carência" de um 'camisa 10' na última década do São Paulo

Com pouca minutagem em campo e muitas lesões, Nikão não se firmou na temporada do São Paulo. Enquanto isso, Paulo Henrique Ganso tem forte aprovação por parte da torcida tricolor

Mauro Horita/AGIF. O nome de Ganso foi ventilado nos bastidores do São Paulo, mas um retorno é improvável
Mauro Horita/AGIF. O nome de Ganso foi ventilado nos bastidores do São Paulo, mas um retorno é improvável

Na última semana, especulações a respeito de sondagens do São Paulo pelo meio-campista Paulo Henrique Ganso, do Fluminense, agitaram a internet, especialmente a parcela da torcida tricolor que vê com bons olhos um retorno do ‘maestro’, que vestiu a camisa do Clube entre os anos de 2012 e 2016.

A relação entre o meia e o São Paulo terminou pouco após a eliminação do Tricolor nas semifinais da Libertadores de 2016, para o Atlético Nacional, do Uruguai. Ganso partiu para o Sevilla, da Espanha, e retornou ao Brasil em 2019, vestindo a camisa do Fluminense. Em grande fase na temporada atual, o nome do meia é constantemente lembrado por torcedores que sentem falta de um “10 de origem”.

Atualmente, a camisa 10 tricolor pertence a Nikão, que chegou sob os holofotes de grande contratação do início do ano, após uma temporada de destaque no Athletico-PR, com direito agol do título rubro-negro na Copa Sulamericana de 2021. No entanto, a estrela do meia não brilhou ainda no São Paulo. Em um ano marcado por lesões, Nikão não se consolidou entre os titulares da equipe de Rogério Ceni, tampouco desempenhou o papel que o número da camisa traz de forma subentendida.

É possível enxergar a carência são-paulina por um 10 de origem se avaliarmos o retrospecto dos atletas que ostentaram o número da camisa na última década tricolor. Com apenas dois títulos conquistados e alguns vice-campeonatos pelo caminho, os aficcionados pelo Clube da Fé buscam pelo nome que lembrará os tempos historicamenteprotagonizados por Raí, Danilo, Zizinho, Pedro Rocha, entre outros.

Além disso, a chegada de um meia clássico é, na visão de parte da torcida tricolor, a resposta mais eficaz para o meio-campo são paulino, que apresenta constante dificuldade em criar chances claras de gol e finalizá-las no alvo. Ao todo, são 108 gols marcados e 74 sofridos em uma temporada de 71 jogos (até o momento), sendo 33 vitórias, 20 empates e 18 derrotas.

Relembre abaixo todos os camisa 10 do São Paulo, desde 2011 até o momento:

Rivaldo (2011) – Eleito melhor jogador do mundo em 1999, Rivaldo chegou ao São Paulo após um convite de Rogério Ceni, feito no vestiário do Estádio do Mogi Mirim, Clube que Rivaldo presidia, na primeira rodada do Paulistão de 2011. Apesar da bela estreia contra o Linense, a idade e as divergências com o técnico Paulo César Carpegiani não permitiram que o atacante se firmasse no Tricolor.

Nelson Antoine/ Fotoarena/VEJA. Rivaldo teve breve passagem pelo Tricolor em 2011.

Jadson (2012 – 2014) – Um dos nomes da conquista do título da Copa Sul-Americana de 2012, Jadson usou a camisa 10 até 2014, quando foi envolvido em uma troca com Alexandre Pato que, na oportunidade, defendia o Corinthians. A troca fez bem ao meia, que se destacou na campanha pelo hexacampeonato brasileiro do rival tricolor.

Moises Nascimento/AGIF. Jadson foi trocado por Alexandre Pato e se deu melhor no Corinthians.

Ganso (2014 – 2016) – Ganso chegou vestindo a consagrada camisa 8 do São Paulo e, com a saída de Jadson e retorno de Kaká, o meia passou a vestir a camisa 10. E ao lado de Kaká, Pato e Alan Kardec, viveu grande fase na disputa que cuminou no vice-campeonato brasileiro, em 2014. O Maestro também foi um dos grandes nomes do desacreditado São Paulo de 2016, chegando às semifinais da Libertadores, ao lado do então emprestado Jonathan Calleri.

Marcello Zambrana/AGIF. Ganso divide opiniões entre torcedores do São Paulo.

Cueva (2017 – 2018) – Cueva chegou com a camisa 13 e foi o protagonista da 10 após a saída de Ganso para o Sevilla e estreia de Rogério Ceni como treinador. Cueva foi um nome importante na campanha que evitou o rebaixamento no Brasileirão de 2017, mas não deixou de protagonizar polêmicas fora de campo até sua saída, em 2018.

Nenê (2018 – 2019) – Nenê era o camisa 7 até a saída de Cueva. O trio formado por ele, Everton e Diego Souza, parecia trilhar um inesperado título brasileiro, mas aqueda vertiginosa na tabela causou a demissão de Diego Aguirre, eNenê foi apontado por muitos da torcida como um dos culpados.

Marcello Zambrana/AGIF. Nenê foi o camisa 10 do São Paulo em 2018 e início de 2019.

Daniel Alves (2019 – 2021) – Definitivamente o camisa 10 mais polêmicos dos últimos tempos,Daniel Alves chegou com prestígio e poupa, sob a promessa do nascimento de um novo ídolo tricolor. No entanto, saiu pela porta dos fundos em 2021 e até hoje é um nome indigesto para os são-paulinos. Principal jogador de Fernando Diniz na ‘campanha do quase’ pelo Brasileiro de 2020, Alves teve uma relação complicada com os sucessores da Diretoria e, com grande dívida por parte do Clube, o lateral deixou o São Paulo em agosto de 2021 e receberá o valor atrasado de pagamentos em parcelas de 400 mil por mais cinco anos, até 2026.

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