O Santos voltou de Curitiba com mais do que uma derrota por 2 a 1 para o Athletico-PR. O resultado ampliou para 16 jogos o jejum do clube em gramados sintéticos, um tabu que já atravessa quatro anos e três meses. Desde outubro de 2021, o time não consegue repetir uma vitória nesse tipo de piso.

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A última vez que o Santos saiu vencedor em campo artificial foi justamente contra o Athletico-PR, fora de casa, em um cenário semelhante ao desta semana. Naquela ocasião, o triunfo por 1 a 0 parecia apenas mais um resultado importante no campeonato.
Resultados ruins do Santos em gramados sintéticos
O Santos acumulou empates e derrotas em estádios com gramado sintético, independentemente do adversário. Palmeiras, Chapecoense, Botafogo e o próprio Athletico-PR aparecem nesse histórico recente que insiste em se repetir.

PR – CURITIBA – 12/02/2026 – BRASILEIRO A 2026, ATHLETICO-PR X SANTOS – Jogadores do Athletico-PR comemoram a vitoria no final da partida contra o Santos no estadio Arena da Baixada pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Hedeson Alves/AGIF
Em 2026, o roteiro não foi diferente. A equipe já havia sido superada pelo Palmeiras na Arena Barueri e pela Chapecoense na Arena Condá antes do novo revés em Curitiba. O que chama atenção não é apenas a derrota isolada, mas a repetição da dificuldade de adaptação, seja em jogos equilibrados ou em confrontos de maior pressão.
Quando comparado ao desempenho em gramados naturais, o contraste é evidente. O Santos consegue competir com mais estabilidade em campos tradicionais, enquanto no sintético parece perder fluidez e controle em momentos decisivos.
Neymar dispara críticas ao gramado sintético
A crítica de Neymar ao gramado da Arena da Baixada surge como um elemento adicional nesse contexto. Ao afirmar que “Praticar futebol neste campo é quase impossível”, o camisa 10 reforçou um desconforto que já vinha sendo discutido internamente.

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Situação do Santos na tabela
O impacto também é direto na tabela. Com apenas um ponto nas primeiras rodadas do Brasileirão, o Santos ocupa a parte inferior da classificação e vê a pressão aumentar. Cada derrota amplia não apenas o jejum estatístico, mas o peso emocional de atuar nesse tipo de superfície.
O desafio do Santos, portanto, vai além da técnica. O clube precisa quebrar um ciclo que se consolidou ao longo dos anos e que já ultrapassa diferentes formações e momentos do time. Enquanto não transformar o desempenho em reação concreta, o tabu no sintético continuará sendo parte do jogo antes mesmo do apito







