Em 2 de setembro, o Santos ficou no empate sem gols com o Palmeiras pela volta das quartas de final da Copa do Brasil e Neymar, Barreal e Veríssimo saíram do jogo lesionados. Na oportunidade, o camisa 10 do Peixe criticou a situação do gramado da Vila Belmiro e o presidente Marcelo Teixeira admitiu que a condição do campo não está o ideal.
Acabou o dinheiro do clube?
Em entrevista recente, o presidente Marcelo Teixeira falou sobre o assunto: “pelo nível de excelência que nós queremos e exigimos, o gramado não está bom. Nós precisamos da troca total do gramado. Mas o departamento de patrimônio já está preparando a troca total”, afirmou o dirigente ao colega Rica Perrone no dia 4 de setembro.
Porém, essa troca não vai acontecer tão cedo: de acordo com a Revista Placar, o clube paulista busca investidores para bancar a reforma do campo da Vila Belmiro. O estádio não recebe uma troca total do gramado desde 2012, durante a gestão de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o LAOR.
O Peixe planeja fazer essa reforma após o fim da temporada – o último jogo do ano é contra o Botafogo, pelo Brasileirão, no início de dezembro. Porém, a diretoria santista diz não ter dinheiro para fazer essa troca. O custo total seria no valor de R$ 11 milhões e se estenderia para o piso natural do CT Rei Pelé, segundo a Placar.
Essa situação caótica na estrutura do Peixe, com direito a críticas de Arthur Melo e Neymar para o campo do Urbano Caldeira, expõe a má gestão do presidente Marcelo Teixeira. Ele sempre é cordial em entrevistas, apontando que está tentando levar o Santos para o caminho da profissionalização.
Mas é uma gestão profissional fazer investimentos milionários em contratações, mas faltar dinheiro para investir na estrutura do campo do estádio? Mesmo em dificuldades financeiras, o Alvinegro Praiano nesta janela de transferências contratou Rodinei, Lima, Coutinho, Arthur e Cebolinha.
No começo do ano, o Peixe trouxe Gabigol, Rony, Moisés, Gabriel Menino, Lucas Veríssimo e Christian Oliva. A maioria desses jogadores tem um custo alto em salários ou na compra dos direitos econômicos. Se o clube tivesse deixado de fazer algumas contratações, já teria o dinheiro para reformar o gramado da Vila Belmiro na pausa para a Copa do Mundo.
Relatório do 1º trimestre expõe gastos com salários
O parecer do Conselho Fiscal do clube paulista aponta que o gasto com salários dos jogadores em outubro de 2025 era de R$ 21 milhões por mês e subiu para R$ 29 milhões em março de 2026. Os números atuais ainda não foram divulgados pelo clube paulista.
O Santos comprou Rony por R$ 18 milhões, Moisés por R$ 12 milhões e Lucas Veríssimo por R$ 25 milhões. Mas não tem R$ 11 milhões para deixar o gramado em boas condições para a prática do esporte. Isso expõe que a gestão de Marcelo Teixeira não é tão profissional como ele gosta de dizer.
No meio da semana, o Peixe foi eliminado na Copa Sul-Americana pelo Atlético-MG nos pênaltis. Como já disse Ferran Soriano, CEO do Manchester City, em seu livro: “A bola não entra por acaso”.
O primeiro passo para o clube voltar ao caminho dos títulos é ter organização. Empilhar o time de jogadores badalados e caros enquanto o seu estádio está com uma grama ruim não é a solução.





