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Copa do Mundo

Pepe relembra lesões em Copas e lamenta ausência mesmo em títulos do Brasil

Bicampeão mundial, o ex-jogador fez parte dos elencos vitoriosos das Copas de 1958 e 1962, mas não conseguiu entrar em campo em nenhuma das edições

Pepe, ex jogador do Santos durante partida contra o Palmeiras no estadio Vila Belmiro pelo campeonato Paulista 2024. Foto: Abner Dourado/AGIF
© Abner Dourado/AGIFPepe, ex jogador do Santos durante partida contra o Palmeiras no estadio Vila Belmiro pelo campeonato Paulista 2024. Foto: Abner Dourado/AGIF

Ídolo histórico do Santos, Pepe, conhecido como o “Canhão da Vila”, voltou ao passado para recordar momentos marcantes e dolorosos de sua trajetória com a Seleção Brasileira. Bicampeão mundial, o ex-jogador fez parte dos elencos vitoriosos das Copas do Mundo de 1958 e 1962, mas não conseguiu entrar em campo em nenhuma das edições.

Apesar de estar presente nos grupos campeões, Pepe enfrentou sérios problemas físicos que o impediram de atuar. As lesões acabaram frustrando o sonho de disputar o principal torneio do futebol mundial dentro de campo, mesmo estando entre os convocados.

Na Copa de 1958, o ponta sofreu uma forte pancada no tornozelo direito durante um amistoso da Seleção contra a Inter de Milão, o que comprometeu sua condição física. Já em 1962, o problema foi ainda mais delicado: uma torção no joelho em um jogo preparatório contra o País de Gales o tirou novamente da disputa.

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Pepe era cotado para ser titular

Em ambas as oportunidades, Pepe era cotado para ser titular da equipe, mas acabou perdendo espaço. Em seu lugar, quem assumiu a posição foi Zagallo, que teve papel importante nas campanhas vitoriosas do Brasil.

Em entrevista à TV Tribuna, o ex-jogador relembrou a frustração de viver aqueles momentos à margem do campo. Segundo ele, a sensação de não poder ajudar diretamente foi uma das mais difíceis de sua carreira.

Neymar e Pepe na Vila Belmiro. Foto: Mauricio De Souza/AGIF

Neymar e Pepe na Vila Belmiro. Foto: Mauricio De Souza/AGIF

“Você conseguir o título de campeão mundial é o máximo que o jogador pode aspirar na carreira. Foi de lascar. A gente torcendo, vibrando, querendo ser campeão, e não poder fazer nada. Só aplaudir e incentivar os jogadores. Tanto em 58 quanto em 62 o ambiente era ótimo entre titulares e reservas. Os titulares sabiam que a gente estava torcendo para ganhar a Copa, para dar tudo certo. Não para torcer contra, que outro país fosse campeão. Foram grupos que, em 58 com o (Vicente) Feola, e em 62 com o Aymoré (Moreira) souberam conduzir muito bem”, declarou Pepe, ao relembrar o período.

Atuou pela Seleção por quase dez anos

Mesmo fora das quatro linhas, o ex-atleta destacou o clima positivo entre os jogadores. Atuando pela Seleção Brasileira entre 1957 e 1965, ele reforçou que o grupo era unido e que titulares e reservas compartilhavam o mesmo objetivo: conquistar o título e fazer história no futebol mundial.

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