O Palmeiras acertou a venda de Allan ao Manchester City em uma negociação que pode chegar a 40 milhões de euros, aproximadamente R$ 240 milhões. O clube paulista ainda não confirma oficialmente a conclusão do negócio, mas já aceitou a proposta dos ingleses.
Aos 22 anos, Allan deixa o Palmeiras como mais um exemplo de um projeto que levou anos para ser construído e que hoje coloca o clube em uma posição privilegiada no futebol brasileiro.
Mais do que uma transferência milionária, o negócio com o Manchester City reforça o sucesso do trabalho de João Paulo Sampaio à frente das categorias de base e da parceria construída com Abel Ferreira no futebol profissional.
O Palmeiras detém 90% dos direitos econômicos do jogador e ficará com a maior parte do valor da negociação. Mas, para além dos milhões que chegarão aos cofres, a transferência representa a confirmação de que o clube acertou ao ter paciência para desenvolver seus jovens.
JP Sampaio é peça central do projeto
Desde 2015, João Paulo Sampaio se tornou um dos principais responsáveis pela transformação das categorias de base do SEP. Sob seu trabalho, a Academia de Futebol passou a revelar jogadores capazes não apenas de chegar ao elenco profissional, mas também de conquistar títulos e despertar o interesse dos maiores clubes do mundo.
Gabriel Jesus, Endrick, Estêvão, Vitor Reis, Danilo, Luis Guilherme, Kevin e Giovani são alguns dos nomes que passaram pela estrutura alviverde e posteriormente foram negociados com clubes importantes do futebol internacional.
Allan agora entra nessa lista. E o mais importante é que a história não foi construída com pressa.
O Palmeiras teve paciência para desenvolver seus talentos e entendeu que nem todo jogador precisaria ser vendido assim que surgisse a primeira proposta. A estratégia foi formar, dar espaço no profissional, permitir a valorização dentro de campo e somente depois negociar. A venda de Allan ao Manchester City é justamente o resultado desse processo.
Abel Ferreira completa a equação
Se João Paulo Sampaio foi fundamental para construir uma base forte, Abel Ferreira teve papel decisivo ao transformar os jovens talentos em jogadores importantes para o time principal.
Desde 2020, a parceria entre o coordenador das categorias de base e o treinador português ajudou a mudar a relação do Palmeiras com seus garotos. A base deixou de ser apenas uma fonte de jogadores para o futuro e passou a ser uma solução imediata para o presente.
Danilo, Endrick e Estêvão são exemplos perfeitos
Os três não foram importantes somente pelas cifras milionárias de suas transferências. Antes de deixarem o Palmeiras, ajudaram o clube a ganhar títulos e tiveram papel relevante dentro de campo.
A ascensão desses jogadores esteve diretamente ligada a uma das fases mais vitoriosas da história recente do Verdão, com conquistas de Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Recopa Sul-Americana e títulos estaduais.
A equação passou a funcionar: o Palmeiras forma, Abel utiliza, os jogadores ganham títulos, valorizam-se e depois são vendidos por cifras gigantescas.
Allan é mais um capítulo dessa história. O meio-campista deixa o Palmeiras aos 22 anos como titular absoluto da equipe de Abel Ferreira e depois de protagonizar momentos importantes com a camisa alviverde.
No fim das contas, a venda de Allan ao Manchester City não é apenas mais um grande negócio para o Palmeiras. É mais um certificado de sucesso para o trabalho de João Paulo Sampaio e para a parceria com Abel Ferreira.
Mais de R$ 1 bilhão em vendas
A transferência de Allan também precisa ser colocada dentro de um contexto ainda maior. Desde o fim de 2022, quando o Palmeiras acertou a venda de Endrick ao Real Madrid, o clube ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em negociações envolvendo seus principais ativos revelados na Academia de Futebol.

Foto: gerada com auxílio de IA pelo Bolavip Brasil
Isso explica por que o Palmeiras conseguiu se consolidar como uma das maiores referências do país em formação de jogadores. E o mérito não é apenas financeiro. O SEP conseguiu transformar a base em uma engrenagem que alimenta o time profissional e, posteriormente, gera receitas capazes de fortalecer ainda mais a estrutura.
É um projeto que começou a ser construído anos atrás, ainda na gestão de Paulo Nobre, ganhou continuidade nas administrações seguintes e encontrou em João Paulo Sampaio um dos seus principais executores.
Leila Pereira, portanto, colhe frutos de uma política que não nasceu em sua gestão, mas que encontrou continuidade e escala nos últimos anos. A paciência virou patrimônio no Palmeiras. Talvez esse seja o maior mérito do Palmeiras.





