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UFMG eleva para 56,4% o risco de rebaixamento do Inter após a vitória do Grêmio sobre o Athletico-PR

Derrota para o Fluminense e vitória do Grêmio elevam em 17,9 pontos percentuais a chance de rebaixamento do Colorado, de 38,5% para 56,4%.

Eduardo Baptista diz que Inter foi prejudicado. Jorge Rodrigues/AGIF.
Eduardo Baptista diz que Inter foi prejudicado. Jorge Rodrigues/AGIF.

O Departamento de Matemática da UFMG elevou para 56,4% a probabilidade de rebaixamento do Internacional no Brasileirão, de acordo com a tabela do site. O Colorado tinha 38,5% após a 32ª rodada, e o aumento de 17,9 pontos percentuais vem depois da derrota para o Fluminense e da vitória do Grêmio sobre o Athletico-PR.

O Grêmio fez o caminho contrário. Com o 2 a 0 de quinta-feira (29), o risco do rival caiu de 61,6% para 33,4%, queda de 28,2 pontos percentuais, e o time gaúcho deixou o Z-4. O Inter, que não pontuou no Maracanã, segue com 35 pontos, mas agora na 17ª posição, atrás dos 37 do Grêmio.

O Inter tem o quarto maior risco de queda, atrás de Corinthians, Remo e Chapecoense

Na lista da UFMG, a Chapecoense aparece com 100% e o Remo, com 99,14%. O Corinthians tem 66,4%, e o Inter vem logo depois, com 56,4%, à frente de Grêmio (33,4%) e Mirassol (16,3%). Coritiba (7,5%), Vasco (7,4%), Vitória (7,3%) e Botafogo (6,1%) são os demais times com risco acima de 6%.

O Corinthians, que tem 33 pontos e ocupa a 18ª posição, recebe o Mirassol hoje (30), às 20h, e o resultado pode mexer de novo nos percentuais antes de o Inter voltar a campo. Se vencer, o time paulista chega a 36 pontos e ultrapassa o Colorado. O Mirassol, com 37, também está na briga, com 16,3% de risco.

Pela pontuação, 42 pontos têm 28,9% de risco, e 43 pontos, 9,0%

A tabela de rebaixamento por pontuação da UFMG mostra o risco para cada total na reta final. Com 42 pontos, a chance de queda é de 28,9%, e com 43, de 9,0%. Com 44, ela cai para 1,75%, e com 45, para 0,18%. A partir de 47, o risco é praticamente zero. Já com 41, o percentual vai a 58,7%, e com 40, a 83,8%.

Os valores por pontuação são menores que os divulgados pela UFMG em 27 de outubro, citados pelo Bolavip: 36,9% para 42 pontos, 13,4% para 43 e 0,3% para 45. Na análise do Bolavip, os dois indicadores medem coisas diferentes: um mostra o que cada total vale, e o outro estima onde o Inter deve terminar a partir da situação atual.

O Inter precisa de oito pontos nos cinco jogos que restam para chegar a 43

Com 35 pontos e cinco jogos pela frente, o Inter tem 15 pontos em disputa. Para chegar a 42, precisa de sete; para 43, de oito; e para 44, de nove, o equivalente a três vitórias. Em análise anterior, o Bolavip já havia mostrado que três vitórias no Beira-Rio podem não bastar para garantir a permanência.

O primeiro obstáculo é o Coritiba, na terça-feira (3), às 21h30, no Beira-Rio, pela 34ª rodada. Depois, o Inter visita o Vasco, recebe Vitória e Bragantino e fecha a campanha contra o Cruzeiro, fora de casa. O Coritiba enfrenta o Vitória no sábado (31), às 16h, e tem 7,5% de risco na UFMG.

A UFMG dá ao Inter 21,91% de chance de vitória em casa

Na tabela de probabilidades de resultados da UFMG, o Inter tem 21,91% de vitória, 51,68% de empate e 26,41% de derrota como mandante. Como visitante, os números são de 11,70%, 29,76% e 58,55%. O Coritiba, fora de casa, tem 20,84% de vitória, 33,07% de empate e 46,09% de derrota. Os valores são gerais de cada time, e não específicos para o confronto.

Antes do jogo com o Fluminense, o levantamento próprio do Bolavip, com 1 milhão de cenários, apontava 35,8% de queda para o Inter, perto dos 38,5% da UFMG naquele momento, ainda que os métodos sejam diferentes. A derrota por 2 a 1, com gol de Lucho Acosta no último lance, mudou o cenário nos dois modelos.

Baptista criticou a arbitragem, e Alan Patrick é dúvida para o Coritiba

Depois do jogo, Eduardo Baptista disse que o resultado foi alterado pela arbitragem de Lucas Casagrande, e citou um pênalti não marcado no início, a falta de Renê em Ronaldo, punida só com amarelo, e a camisa puxada em Bruno Gomes. O treinador também elogiou a produção do time, principalmente no segundo tempo.

Para a terça, o Inter ainda reavalia Alan Patrick, que sente a coxa e é dúvida contra o Coritiba, e Thiago Maia. Os dois saíram com dores musculares contra o Fluminense, segundo a Placar, e Alan Patrick já havia perdido o jogo com o Mirassol por lesão na coxa, o que pode mexer no meio-campo.

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