O Internacional foi derrotado pelo Cruzeiro na noite desta terça-feira (22), no Beira-Rio, e a atuação da equipe comandada por Paulo Pezzolano gerou fortes críticas. Além do resultado, o desempenho coletivo e as escolhas táticas do treinador passaram a ser questionados, principalmente pela formação utilizada e pela fragilidade defensiva apresentada ao longo da partida.
Antes mesmo da expulsão de Victor Gabriel no segundo tempo, o Colorado já encontrava dificuldades para controlar o meio-campo e sofria com as investidas da equipe mineira. Kaio Jorge abriu o placar ainda na etapa inicial após explorar justamente um dos principais problemas apontados na atuação colorada.
Uma das avaliações feitas após a partida foi sobre a composição do meio-campo. A utilização apenas de Villagra e Bruno Gomes como volantes foi considerada insuficiente para conter a intensidade do Cruzeiro.
Linha de três zagueiros também foi questionada
A leitura é de que o Internacional deveria abrir mão de Luiz Felipe para reforçar o setor central com um jogador de maior capacidade de marcação e construção, como Bruno Henrique ou Paulinho Paula. Com apenas dois homens por dentro, o Cruzeiro encontrou espaço para controlar as ações durante boa parte do confronto.
Outro ponto debatido foi a escolha pelo sistema com três zagueiros. A justificativa para a formação passa pela presença de Maripán, defensor que atuou grande parte da carreira neste modelo. Mesmo assim, a estratégia não funcionou.
A principal crítica foi a utilização de uma linha alta com um zagueiro que não tem velocidade como principal característica. A jogada do gol de Kaio Jorge aconteceu justamente em uma bola lançada nas costas da defesa, cenário que acabou sendo previsto antes mesmo da partida.
Bernabei recebe elogios em nova função
Se por um lado o sistema defensivo voltou a ser alvo de críticas, Bernabei foi um dos poucos destaques positivos. Atuando mais avançado, o argentino participou das principais jogadas ofensivas do Internacional e levou perigo ao gol adversário em diversas oportunidades.
A avaliação é que o lateral rende muito mais quando joga da segunda linha para frente. Suas dificuldades defensivas seguem evidentes, principalmente em situações de um contra um, mas ofensivamente voltou a ser uma das principais armas do Colorado.





