O Internacional viveu bastidores intensos antes e depois da derrota para o Santos, no Beira-Rio. A direção colorada havia feito um acordo interno para manter Paulo Pezzolano no comando da equipe mesmo em caso de novo resultado negativo. A única situação que poderia provocar uma demissão imediata seria uma goleada da equipe paulista sobre o Colorado.
A derrota para o Santos aumentou ainda mais a pressão sobre o treinador uruguaio, principalmente pelo momento vivido pelo clube. O Inter chegou a dez rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro e ainda carrega a eliminação para o Grêmio nas quartas de final da Copa do Brasil.
Mesmo diante da enorme pressão pública e política, Pezzolano foi mantido após conversas realizadas no Beira-Rio. Nos bastidores, porém, a permanência do treinador já era tratada internamente antes mesmo da partida contra o Santos, desde que o resultado não representasse uma derrota considerada ainda mais grave pela direção.
O entendimento era de que uma goleada poderia tornar a situação insustentável imediatamente. Como isso não aconteceu, o acordo pela continuidade de Pezzolano foi mantido, mesmo com o resultado negativo e o agravamento da situação colorada na tabela do Brasileirão.
Reuniões desta segunda-feira mudam o clima
Nesta segunda-feira (7), novas reuniões aconteceram no CT Parque Gigante. Os encontros serviram para discutir o momento do futebol colorado e o futuro do comando da equipe após mais um resultado negativo dentro do Beira-Rio.
O principal bastidor é que parte importante do Conselho de Gestão entende que não existe mais ambiente para a continuidade de Paulo Pezzolano e também de Fabinho Soldado. O desgaste aumentou nos últimos dias e a avaliação interna é de que a situação precisa ser discutida com profundidade antes da sequência do Campeonato Brasileiro.
A pressão sobre Pezzolano não acontece apenas pelos resultados. O desempenho da equipe e a sequência sem vitórias fizeram com que parte dos dirigentes, conselheiros e integrantes do ambiente político colorado passassem a defender uma mudança no comando técnico.
Fabinho Soldado também passou a ser incluído nas discussões sobre o futuro do departamento de futebol. O executivo foi um dos responsáveis por defender a manutenção de Pezzolano após a derrota para o Santos, ao lado do diretor técnico Abel Braga, e agora também enfrenta questionamentos internos.
Fabinho e Abel defenderam permanência
Após a partida contra o Santos, as primeiras conversas aconteceram ainda nos corredores do Beira-Rio. Fabinho Soldado e Abel Braga conversaram com o presidente Alessandro Barcellos e o vice-presidente eleito Victor Grunberg para afastar, naquele momento, a possibilidade de uma demissão imediata.
A análise de Fabinho e Abel é de que Pezzolano ainda mantém o comando do grupo de jogadores e que o time precisa de ajustes pontuais para voltar a conquistar resultados. A diretoria também aposta no período de treinos sem partidas no meio da semana para melhorar o rendimento da equipe.
Pezzolano recebeu respaldo até a próxima partida, contra a Chapecoense, no sábado (12), em Chapecó. O confronto ganhou peso ainda maior porque os catarinenses ocupam a lanterna da competição e o Inter precisa de um resultado positivo para tentar reagir no campeonato.
Novo treinador enfrenta dois grandes problemas
Apesar da pressão por uma troca, a direção também encontra dificuldades para buscar um novo treinador. Um dos principais obstáculos é o tempo de contrato que poderia ser oferecido, já que o vínculo teria validade apenas até o final da atual temporada.
Outro problema envolve o calendário político do clube. O Internacional vive um ano de eleições, o que torna ainda mais difícil convencer um treinador de maior expressão a assumir um projeto curto e sem garantias sobre a continuidade do trabalho em 2027.
A ideia inicial da manutenção era aproveitar as semanas cheias para diminuir as mudanças na escalação provocadas por questões físicas e recuperar o nível apresentado pelo Inter antes da parada no calendário. Agora, porém, as reuniões desta segunda-feira mostram que o ambiente interno voltou a mudar.
A reapresentação do elenco e a preparação para o duelo contra a Chapecoense serão fundamentais para os próximos passos. Pezzolano segue no cargo neste momento, mas a derrota para o Santos deixou claro que o treinador está cada vez mais pressionado e que a relação com parte da direção e do Conselho de Gestão vive um momento de forte desgaste.





