A faixa de capitão chegou ao braço de Bruno Gomes em um jogo em que o Inter precisava de comando dentro de campo. Com as trocas feitas por Eduardo Baptista ao longo da partida e sem o defensor Gabriel Mercado, que é um dos habituais titulares do time, coube ao volante carregar a responsabilidade de capitão no segundo tempo.
Aos 25 anos, Bruno Gomes está no Inter desde 2024, quando voltou ao clube depois de uma primeira passagem. De lá para cá, o volante construiu uma relação de confiança com o grupo, e essa trajetória aparece agora no papel que ele ocupa nos bastidores e na maneira como os companheiros o enxergam dentro do vestiário.
Uma liderança diferente da de Mercado
A liderança de Bruno Gomes tem outro perfil. Não é a do jogador que fala alto e cobra no vestiário, como faz Gabriel Mercado. Segundo a apuração do Bolavip Brasil, o volante se firmou como uma referência técnica para se confiar, alguém em quem o elenco deposita confiança pela qualidade que apresenta dentro de campo.
Essa diferença de estilo mostra que o vestiário do Inter conta com mais de um tipo de liderança em um momento sensível da temporada. Mercado segue como a figura que fala e lidera pela palavra, enquanto Bruno Gomes passou a ocupar o espaço de quem inspira segurança pelo futebol, e o elenco colorado passou a contar com os dois perfis.

Bruno Gomes destaca união do elenco e apoio da torcida
Na zona mista, Bruno Gomes foi direto ao falar do que o grupo precisava fazer para reagir. Segundo o volante, o elenco tinha de se unir ao longo da semana, e todos deveriam entender a responsabilidade do momento, independentemente da idade ou da experiência de cada jogador que está no vestiário do Inter.
“Todo mundo entender o momento que a gente está, que a gente não podia estar brigando nesse momento. O Inter tem que estar brigando”, declarou Bruno Gomes. A frase resume o recado do capitão ao grupo: o momento pede que todos estejam na mesma direção, sem diferença entre os mais experientes e os mais jovens.
O volante também valorizou a mobilização da torcida colorada, que apoiou o time na briga para sair da parte de baixo da tabela. O reconhecimento aparece junto ao pedido de união, e os dois pontos formam o recado que o capitão deixou na zona mista depois da vitória sobre o Botafogo no Beira-Rio.
O Inter na tabela e o duelo no Maracanã
A vitória por 3 a 0 tirou o Inter da zona de rebaixamento do Brasileirão. O Colorado era o 17º colocado, com 32 pontos, e chegou a 35, na 16ª posição. O time segue perto da parte de baixo da tabela e tem seis rodadas pela frente, contando o duelo desta quarta, para transformar em resultado a união pedida por Bruno Gomes.
O teste seguinte é o Fluminense, nesta quarta-feira (28), às 19h30, fora de casa. Os habituais titulares Mercado, Villagra e Vitinho retornam de suspensão e ficam à disposição de Eduardo Baptista, que define a escalação no treino desta terça-feira (27). Com Mercado de volta, o vestiário reencontra o jogador que lidera pela palavra.
A reta final do Brasileirão e a eleição
Depois do Fluminense, o Colorado terá Coritiba (casa), Vasco (fora), Vitória (casa), Bragantino (casa) e Cruzeiro (fora). Serão seis rodadas até o fim do campeonato, contando o jogo no Maracanã, e o elenco tenta se afastar da zona de rebaixamento mantendo a união que Bruno Gomes defendeu na zona mista.
Fora de campo, o clube vive um período de decisão política. A eleição presidencial do Inter tem primeiro turno em 9 de novembro, com votação dos conselheiros, e pode ir ao segundo turno em 12 de dezembro, dez dias depois do fim do Brasileirão, com os associados votando. Leonardo Aquino, José Amarante e Roberto Melo disputam o cargo.





