A decisão da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha acontece no próximo domingo (19) e o confronto resgata um histórico marcado por uma ampla vantagem sul-americana nas finais contra seleções do Velho Continente.
Ao longo da história, foram 11 decisões de Copa envolvendo representantes dos dois continentes, com oito vitórias sul-americanas e apenas três europeias. O primeiro capítulo dessa rivalidade aconteceu em 1958, quando o Brasil de Pelé venceu a Suécia e conquistou seu primeiro Mundial. Desde então, os brasileiros ainda levantaram outras quatro taças em finais contra europeus.
A Argentina também construiu uma relação de sucesso diante dos rivais europeus em decisões. A seleção venceu as finais de 1978, 1986 e 2022, contra Holanda, Alemanha e França, respectivamente, mas acabou derrotada pelos alemães em 1990 e 2014. Já a Espanha chega à sua segunda final de Copa tentando repetir o feito de 2010, quando conquistou seu único título diante da Holanda.
Argentina tenta ampliar domínio sul-americano
A final de 2026 pode mudar novamente a história do Mundial. Caso conquiste o título, a Argentina chegará ao tetracampeonato e se aproximará do grupo das maiores campeãs da competição, ficando atrás apenas do Brasil, que soma cinco troféus.
Apesar do bom desempenho sul-americano nas decisões contra europeus, o ranking geral de títulos da Copa ainda favorece a Europa. As seleções europeias acumulam 12 conquistas, contra 10 da América do Sul, vantagem construída principalmente pelo domínio recente, com títulos de Itália, Espanha, Alemanha e França entre 2006 e 2018.
América do Sul busca manter tradição em seu continente
Em sete das oito edições do torneio no continente, uma seleção sul-americana chegou à final e terminou campeã. A única exceção aconteceu em 2014, quando a Alemanha venceu a Argentina no Brasil.
A Argentina foi a única seleção do continente a avançar para as fases decisivas e agora tenta transformar a tradição histórica em mais um título mundial. Do outro lado, a Espanha busca quebrar a escrita e provar a força europeia em uma das maiores decisões da história das Copas.




