O confronto entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo promete colocar frente a frente dois dos protagonistas da Premier League nos últimos anos. De um lado, Gabriel Magalhães, peça fundamental do sistema defensivo brasileiro. Do outro, Erling Haaland, principal referência ofensiva da seleção norueguesa.
Desde 2024, os encontros entre zagueiro e atacante ganharam novos capítulos dentro do Campeonato Inglês. A cada partida, o embate físico e técnico entre ambos se transformou em uma das rivalidades individuais mais comentadas da competição, com discussões, entradas duras e momentos que repercutiram muito além do apito final.
Agora, pela primeira vez em uma Copa do Mundo, Gabriel terá a missão de conter justamente o centroavante que mais o exigiu nos últimos anos. Enquanto o Brasil aposta na solidez defensiva para avançar às quartas de final, a Noruega deposita suas esperanças no poder de decisão de Haaland, tornando o duelo individual um dos grandes atrativos das oitavas.
Rivalidade ganhou força com provocações na Inglaterra
O primeiro grande episódio aconteceu em março de 2024, durante um empate sem gols entre Manchester City e Arsenal. Após o apito final, Gabriel Magalhães e Haaland trocaram palavras em campo e precisaram ser separados, mas a tensão terminou de forma amistosa, com um cumprimento entre os dois antes de deixarem o gramado.
Meses depois, a rivalidade ganhou um capítulo ainda mais marcante. No empate por 2 a 2 entre City e Arsenal, Haaland comemorou o gol de empate pegando a bola e acertando a cabeça de Gabriel, que estava de costas lamentando o resultado. O lance gerou grande repercussão porque nem a arbitragem nem o VAR aplicaram qualquer punição ao atacante norueguês.
Os dois minimizaram o episódio posteriormente. Haaland afirmou que tudo fazia parte do calor da partida, enquanto Gabriel classificou a situação como algo comum em jogos de alta intensidade.
Copa coloca frente a frente adversários que vivem momentos decisivos
A resposta de Gabriel veio alguns meses depois. Na goleada do Arsenal por 5 a 1 sobre o Manchester City, o defensor comemorou gols próximo de Haaland, provocou o camisa 9 durante boa parte do clássico e relembrou, posteriormente, que suas atitudes foram uma forma de devolver a provocação sofrida anteriormente.
A rivalidade seguiu viva na temporada seguinte, com novas discussões, empurrões, puxões de camisa e cartões amarelos durante outro confronto entre os clubes. Brasil x Noruega se encontram no domingo (5) de olho em uma vaga nas quartas.




