Os três últimos títulos da Copa Libertadores foram conquistados por clubes brasileiros, sob o comando de treinadores estrangeiros. Jorge Jesus pelo Flamengo em 2019 e Abel Ferreira com o Palmeiras em 2020 e 2021. 

Jesus ainda ganhou o Brasileirão 2019 pelo Rubro-Negro. Na temporada seguinte, deixou o Fla. Abel segue no comando do Verdão até os dias atuais e já ergueu quatro troféus à frente do Alviverde. Além das duas Taças da Liberta, venceu também a Copa do Brasil 2020 e a Recopa Sul-Americana em 2022. O jovem técnico lusitano caminha ainda para vencer o Brasileirão deste ano. Os palmeirenses lideram a Série A nacional com oito ponto de vantagem para o segundo colocado.

Os sucessos de um experiente e um jovem português, impulsionaram as equipes brasileiras a apostar em profissionais estrangeiros. Alguns de maneira equivocada, como o Vasco com Ricardo Sá Pinto e o Santos, com Jesualdo Ferreira e Ariel Holan. Outros, tiveram bons resultados. O Coritiba manteve o paraguaio Gustavo Morínigo após a queda à Série B em 2020 e subiu para a elite nacional na temporada seguinte. O Corinthians trouxe Vítor Pereira e com o português no comando, está nas finais da Copa do Brasil deste ano.

Mesmo os nomes mais badalados e com os melhores números, como Jesus e Abel, tem enfrentado resistência dos colegas brasileiros. O exemplo mais recentemente foi Jorginho, hoje no Vasco. Quando ainda comandava o Atlético-GO, o treinador teve seguidos atritos com Abel Ferreira, gerando até mesmo nota do Palmeiras em defesa do seu técnico. O nome da vez foi o ex-técnico Joel Santana. Em entrevista ao jornalista Fábio Azevedo, no canal Fanático Vascaíno, Joel foi enfático ao contestar a preferência por técnicos estrangeiros no Brasil:

“Tudo bem, que venham outros treinadores. Mas não pode ficar com essa palhaçada que nós estamos vendo, achando que (técnicos estrangeiros) são os melhores do mundo. Ganharam o quê? Não ganharam nada. Tem gente por aí, que é treinador há quatro anos, e estão fantasiando como melhor do mundo. Que negócio é esse que sempre os lá de fora são melhores do que nós?”, enfatizou Joel.