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Lucas Figueiredo/CBF

Futebol Palmeiras

Presidente da CBF dispara contra Abel Ferreira em tom de provocação: "Não há folga em lugar nenhum"; Caboclo defende calendário em 2020

Discurso de Rogério Caboclo revoltou torcedores palmeirenses, já que a CBF oficialmente minimizou o cansaço acumulado pelo calendário apertado na temporada, em que Abel precisou escalar o Verdão em curto espaço de tempo

Bolavip

Lucas Figueiredo/CBF

Lucas Figueiredo/CBF

Na festa de premiação dos melhores do Campeonato Brasileiro, organizada pela CBF, chamou a atenção a forte declaração do presidente da entidade Rogério Caboclo sobre o calendário do futebol no país. Em uma clara indireta ao técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, que reclamou publicamente várias vezes da quantidade insana de jogos na semana, o mandatário fechou o semblante diante dos microfones e jornalistas e soltou a voz.

"Se os clubes jogam 80 partidas, significa que os clubes assinaram 80 partidas e a CBF transforma isso em calendário. O calendário não é feito pela CBF e não é o presidente de hoje, é o de ontem, que fez com que o jogador que está aqui, o técnico que está aqui, dispute 80 partidas... Se algum treinador ouviu errado, que agora entenda certo. Não existe calendário irracional feito pela CBF", analisou.

"Todos dizem 'o calendário foi apertado, não há folga para os jogadores'. Não há folga em lugar nenhum. Como vamos fazer pra ter folga em meio a uma pandemia?", questionou Caboclo numa clara referência ao português.

Abel criticou bastante a CBF pelo calendário apertado do Palmeiras em 2020 (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)

O discurso de Caboclo - que durou mais de 15 minutos - rendeu enorme repercussão nas redes sociais. No Twitter, especialmente os torcedores do Palmeiras reclamaram da postura do dirigente, mostrando uma clara "desconexão com a realidade". Houve quem chamasse as palavras de Caboclo "constrangedoras".

Vale lembrar que o Palmeiras, por ter sido bicampeão da Libertadores, complicou o calendário já apertado da CBF. Por conta da participação no Mundial da Fifa, no Catar, o Verdão forçou a entidade a adiar as finais da Copa do Brasil contra o Grêmio. Tudo isso em meio à maré no Brasileirão, com partidas em um intervalo de dois dias, o que tirou Abel do sério.

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