O Botafogo foi derrotado pelo Corinthians, por 1 a 0, na noite deste sábado (30), na Neo Química Arena, em partida disputada pela 20ª rodada do Brasileirão. Com o resultado negativo, o Glorioso cai uma posição na tabela e vai dormir no 12º lugar da tabela da Série A. A equipe comandada pelo português Luís Castro criou boas oportunidades para buscar o empate, especialmente no fim do confronto, mas não aproveitou.

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O revés puxa o freio de mão do Alvinegro, que vinha de vitória para cima do Athletico-PR no campeonato nacional. Mas, para Luís Castro outro fator além das dificuldades na definição das jogadas, tem sido preponderante para os tropeços do Fogão: as lesões no decorrer da temporada.
O lateral-esquerdo Marçal, que vinha rapidamente se encaixando bem ao time, sentiu um desconforto na coxa e precisou ser substituído logo aos 12 minutos de jogo. O meia Eduardo já tinha sido baixa de última hora, por ter apresentado febre e mal-estar. O elenco tem sofrido constantemente com lesões durante a disputa do Brasileiro, como já aconteceu com jogadores como Luís Oyama, Lucas Piazón, Kayke e Gustavo Sauer. A ponto do comandante da equipe afirmar nunca ter vivido situação parecida:
“Sou um treinador muito positivo, sempre tenho o pensamento de que vamos conseguir os objetivos, mas esse ano tem sido demasiado. Nunca tive na minha carreira tantas contrariedades como encontrei no Botafogo. Continuo sendo positivo, mas a dimensão psicológica não existe só para o lado dos jogadores, existe também para os treinadores, para quem assiste, etc. Há momentos que temos que lutar contra mim mesmo, porque aconteceu com o Eduardo assim a poucos minutos, me faz lembrar os tempos de Covid-19. Queríamos continuar com a mesma dinâmica”, lamentou o treinador, em entrevista coletiva pós-jogo.
Castro analisou ainda questões que podem estar contribuindo para os problemas no grupo. “O futebol está cheio de problemas diários em termos de saúde dos jogadores, cada vez os jogos são mais agressivos, é mais feito de duelos, cada vez os treinos são mais intensos na preparação para essas batalhas que vamos encontrar e é natural que muitas vezes joguemos no risco, no limite. Por um lado, se poupamos com medo de que algo aconteça, os jogadores não ficam no seu melhor momento. Nesse caso do Eduardo, não foi um problema muscular, assim como o Hugo que teve problemas gástricos”, completou.









