O Esquadrão puxa a tabela da Série B do Campeonato Brasileiro ao reassumir a liderança após a goleada de 4 a 0 sobre o Londrina. O resultado não só consolida o Bahia no G-4, como também deixa a equipe de Guto Ferreira como o melhor ataque e melhor defesa, ao lado do Sport.

O desempenho é notável, e o comandante da façanha abriu o jogo sobre a construção da equipe Tricolor. Guto concedeu entrevista para o podcast Pancheta e falou sobre o segredo do sucesso de seu sistema defensivo:  “Depende muito da situação do adversário, qualidade. Geralmente, característica da equipe é pressionar saída de bola, seja no tiro de meta ou na construção de jogo geralmente na zona intermediária de defesa do adversária. Minha equipe tem como característica e busca roubar a bola na zona três. Zona um é o seu gol, a dois é a intermediária entre o meio-campo e defesa; e zona três entre meio-campo e ataque; zona quatro é o ataque”. 
 

 

Na sequência, o treinador explicou como funciona a divisão do campo na prática: “Roubando na zona três estamos mais perto do gol. A equipe adversária tem menos tempo para bloquear o nosso ataque. Para isso, tem que ter equipe bem compactada”, concluiu Guto.

Se a defesa se destaca na Série B, com apenas dois gols vazados em seis jogos, o sistema ofensivo também é de ponta e é o melhor da competição com nove gols marcados: “No ataque, nós temos variação de saída de bola. Mas, se tiver dificuldade, procuramos fazer a tirada. Queremos ter a bola sempre, mas, se a gente tem muita dificuldade de trabalhar mais perto do gol, temos que tirar a bola dali e fazer a partir da segunda bola”, detalha Guto.

 

O ataque avança mesmo sem o artilheiro Rodallega, que segue em recuperação de lesão. A saída do colombiano deu espaço a Matheus Davó e o perfil do time mudou. Guto destrinchou as diferenças da equipe com a mudança: 

“Rodallega não é jogador fácil de encontrar em lugar nenhum, pelo nível de experiência, liderança. Ele joga e faz a equipe jogar, além de ser exímio finalizador. Está o tempo todo fazendo leitura de jogo. Davó é um jogador de mais velocidade, tem alguma qualidade no pivô, mas não é a sua característica principal, que é a última linha em velocidade. Ele é muito mais intenso na fase defensiva. Com Davó, nós extremos trabalham um pouco menos, e ele trabalha mais na fase defensiva. Com Rodallega, ele induz mais adversários, e nossos extremos trabalham mais fortes. E a transição com Rodallega passa a ser um pouco mais associativa e menos veloz”, finalizou o técnico.