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“Infelizmente, levam muito a sério”; Mancini quebra o silêncio e rebate alegação do Grêmio sobre demissão

Ex-treinador da caserna gremista trouxe à tona questionamentos que resultaram em sua queda; Mancini também analisou a eliminação do Tricolor da Copa do Brasil

Foto: Fernando Soutello/AGIF
Foto: Fernando Soutello/AGIF

A semana foi indigesta para o Imortal, a precoce eliminação na Copa do Brasil, após a derrota por 3 a 2 para o Mirassol, escancarou os problemas do time, que ainda precisa provar não só que é capaz de evoluir, como também expôs a escassez de opções no elenco. Como se não bastassem tais mazelas, o técnico Vagner Mancini, demitido em meados de fevereiro, decidiu falar.

O treinador estava em silêncio, recolhido em mistério sobre sua opinião do que de fato, o fez perder o cargo na caserna gremista. Mancini concedeu entrevista para o jornalista Elia Jr., da Rádio Bandeirantes, e além de esclarecer seu ponto de vista, fez questão de rebater as alegações da direção do clube em relação a sua demissão.

O profissional rebateu a tese de que a pressão sobre seu trabalho estava “insuportável”: “Eu gostaria de entender também qual era essa pressão. Eu saía na rua e não sofria nada de assédio moral por parte dos torcedores. Não sou ligado às redes sociais. Não gosto. Tem que ser bem usado ou você é influenciado. Infelizmente, os clubes hoje levam muito a sério. Quando você não tem o resultado, as pessoas vão ali nas redes sociais e depositam todo o seu ódio. Daí vem a pressão. Se eu fosse um presidente de clube, eu saberia muito bem até onde ir com as redes sociais”, enfatizou Mancini.

Como Mancini deixou o Grêmio de maneira súbita, com projeções traçadas para desenvolver seu trabalho, foi inevitável que durante a entrevista, a eliminação para o Mirassol entrasse na pauta. O treinador não se esquivou e abordou o assunto:

“Nós sabíamos no começo do ano que era um jogo complicado. Analisávamos o Mirassol desde o começo do Paulistão. Tínhamos um profissional focado em analisar o Mirassol. Ninguém mais ganha na marra, essa é a verdade. No futebol de hoje, os bons trabalhos surtem efeitos no tamanho da capacidade do clube. Não é de hoje que o Mirassol vem se destacando. Revela e vende jogadores, tem um CT bem pensado e elaborado. O que aconteceu foi que o Eduardo Baptista tinha o time nas mãos, sabia a forma como queria jogar. Só que a grande massa só interpreta o resultado”, detalhou o ex-comandante do Imortal.

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