A Raposa avança na Série B, com melhora de desempenho, série invicta e progressão na tabela. Um dos fatores que tem contribuído para a mudança de postura do Time Celeste, é a liderança e a experiência que Fábio entrega ao grupo e às partidas que Zeiro encara. Contra a Ponte Preta, na vitória por 1 a 0, o goleiro foi fundamental para segurar um resultado vital para a equipe.

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O tamanho de Fábio no Cruzeiro é histórico, pois trata-se do jogador que mais vezes defendeu o Cabuloso, porém, seu futuro na Toca é incerto. O goleiro é brincalhão e enigmático ao afirmar sobre sua permanência no Cruzeiro. Em recente entrevista ao Globoesporte.com, jogou no ar que se aposentaria em um certo mês de dezembro, sem falar em qual ano. Fábio tem como principal objetivo, ajudar o clube a voltar para a Série A, mesmo que tenha que adiar sua aposentadoria, pois, prestes a completar 41 anos, vivencia o ocaso de sua carreira.
“Eu sei que é dezembro (risos). Deus vai determinar. Desde quando me tornei atleta de futebol, Deus direcionou da melhor forma possível, trilhou essa carreira longa, que eu nem imaginava numa grande equipe, ter feito história que fiz. Porém, estou pensando jogo a jogo, como o Cruzeiro neste momento, para que a gente possa chegar ao objetivo que é o acesso. Estou trabalhando firme e forte”, declarou o misterioso goleirão.
Se optar por permanecer no Cruzeiro, seguirá o caminho para bater um feito notável, em épocas aos quais vínculos duradouros não são mais tão comuns no futebol. Com 961 jogos disputados com o Manto Celeste, Fábio está perto de alcançar 1000 jogos pelo Cabuloso: “Nunca pensei, desde quando iniciei a carreira (em data ou idade para parar). Muitos fazem planos de uma data. Nunca pensei dessa forma, sempre em cima do meu contrato e o que tinha para fazer para continuar, condição física boa, trabalhar nos treinamentos. Venho fazendo isso ao longo dos anos. Vem me dando confiança”.
O goleiro se comentou sobre o trabalho de Vanderlei Luxemburgo na Toca, aliás, a segunda jornada que Fábio e o treinador são companheiros de Zeiro. O jogador revela nuances da chegada do Pofexô: “Todo mundo se adaptou rápido. Voltamos a ter essa identidade de competir para vencer, para buscar sempre a vitória, independente do adversário. Vanderlei vem sempre frisando isso. Equipe está tentando isso para possibilitar, ao final da competição, conquistar o objetivo”.
Fábio fez uma espécie de desabafo para finalizar a entrevista, e trouxe à tona, o sentimento de que poderia ter tido mais espaço na Raposa, em tempos passados, porém, se diz o espírito de dever cumprido: “Minha parte eu fiz. Ajudando o Cruzeiro, iria surgir possibilidade pelo destaque que vinha tendo com o Cruzeiro. Infelizmente, não foi dessa forma que os treinadores analisaram e tiveram o mesmo critério. Mas fiz o que era necessário. Consciência tranquila”.









