A torcida da Cobra Coral não vem curtindo muito a qualidade nas transmissões da equipe durante o Campeonato Brasileiro da Série D. Segundo os adeptos, o sinal cai com frequência enquanto os jogos são realizados, perdendo totalmente a imagem do gramado. Dessa vez, o próprio Santa Cruz não se agradou pelo trabalho fornecido pela Instat TV, empresa que opera a transmissão.

O contrato com a Instat TV foi assinado por todos os clubes que disputam a quarta divisão do Brasileiro por intermédio da CBF. A cota anual que os clubes ganham com o contrato gira em torno de R$ 120 mil, sendo amparadas também pelo translado nos jogos ao longo do ano em diferentes regiões do país. Porém, atos recentes de integrantes da empresa de TV estão motivando os dirigentes do Santa Cruz a cogitarem uma rescisão contratual.

 

O Santa Cruz ia perdendo a partida contra o Sergipe em partida fora de casa, válida pela sétima rodada da Série D. Mas aos 51 do 2° tempo, o atacante Hugo Cabral marcava de pênalti e igualava o confronto. Um momento de alegria para a torcida do tricolor pernambucano posteriormente viraria uma dor de cabeça. Na comemoração do gol, Hugo se direcionou a parte de trás das redes que balançou, onde estava a torcida do time adversário. O narrador da partida interpretou o lance como uma “molecagem” do jogador e provocou ira de dirigentes e adeptos do Santa Cruz.

"O atleta do Santa Cruz foi provocar a torcida do Sergipe... Simplesmente um ato de molecagem. O termo certo é esse. Pode me processar, jogador. Não tem problema não. Você é moleque. Um termo de molecagem", interpretou Kelliton Mattos, que foi afastado de futuros jogos da equipe pela Instat TV.

A diretoria do Santinha, assim como a torcida, não gostou nem um pouco da atitude do comunicador. A instituição enxergou os comentários como uma atitude “desrespeitosa ao atleta”. Na visão dela, o narrador estava “despreparado e emocionalmente descontrolado” ao efetuar atos de “amadorismo ou clubismo”. Em nota, o Clube ainda deixou evidente a possibilidade de romper contrato com a Instat TV sem débito financeiro por justa causa.