O Superior Tribunal de Justiça proferiu na tarde desta quinta-feira, 24, uma decisão que determina que o diretor mais velho assuma de forma interina a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A determinação veio como resposta ao processo movido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a CBF que solicitava a anulação da eleição de Rogério Caboclo, que ocorreu em 2018, além de pedir alterações das regras eleitorais da confederação.
A publicação da decisão ocorreu após o início da Assembleia Geral que debatia nova sanção a Caboclo, que deveria ser afastado em definitivo da entidade, todavia a CBF não sabe dizer se a Assembleia desta quinta-feira, 24, terá validade, tendo em vista a decisão do STJ. Outro detalhe que ainda não ficou definido é quem irá assumir o cargo.
De acordo com informações publicadas no GE, para a Confederação ainda não está claro se quem assumirá a nova função é Dino Gentile, diretor de patrimônio, ou Carlos Eugenio Lopes, vice-presidente jurídico. Porém, como no estatuto da CBF não existe o cargo de VP jurídico, sendo assim Carlos Eugênio Lopes, seria considerado diretor jurídico, além disso, ele é mais velho que Dino Gentile, porém o cargo exercido por Carlos Eugenio é o que vem gerando dúvidas.
Assembleia Geral da CBF afasta Rogério Caboclo por mais 20 meses e encerra ciclo do dirigente na entidade.
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O Ministério Público contesta a legalidade da eleição da CBF, devido uma assembleia-geral que foi realizada em março de 2017 sem a presença dos clubes, que definiu novas regras para as eleições. Segundo o procurador Rodrigo Terra, que acionou a CBF em 2017, a mudança “não seguiu as regras democráticas previstas pela legislação”.
Assembleia Geral da CBF afasta Rogério Caboclo por mais 20 meses e encerra ciclo do dirigente na entidade.
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“A votação foi ilegal ao não dar chance aos opositores de viabilizar uma candidatura. Além de manter as federações como maioria no colégio eleitoral, a cláusula de barreira inviabiliza qualquer candidatura de oposição e favorece o grupo político que há décadas se mantém no poder lá. Por isso, queremos uma nova votação com chances iguais”, disse Terra.




