Nesta quarta-feira(17), o Palmeiras enfrentou o Coritiba pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro e saiu do Couto Pereira com derrota por 1 a 0 para o Coxa. A derrota veio acompanhada de outros fatos negativos para o Verdão. Gabriel Menino saiu na segunda etapa, após uma entorse no tornozelo direito, o time de Abel Ferreira ainda teve a expulsão de Benjamim Kuscevic.
Após a partida, o treinador comentou sobre a partida e o revés palestrino: “O resultado foi ruim mesmo. Um grande gol do lateral direito com o pé esquerdo. O problema é que as melhores oportunidades foram nossas. Tivemos uma com o Veiga, uma com o Luiz Adriano, Rony. Na minha opinião o resultado não está de acordo com o que produzimos”, avaliou o português.
Mesmo com a derrota, Abel pontuou coisas que, ao seu ver, foram positivas, mesmo com o resultado adverso: “Esses jogos servem para nós avaliarmos a matéria prima que temos, e o que queremos para presente e futuro. Hoje perdemos o jogo, mas gostei muito da exibição do Scarpa, do Lucas Esteves e Renan. Aproveitam sempre as oportunidades que dão”.

Abel voltou a bater na tecla do calendário tumultuado do futebol brasileiro, problema que se reflete dentro de campo: “É a 2ª vez e não sei quantas equipes fizeram isso: jogam, recuperam e no terceiro dia jogam outra vez. Não existe em lugar nenhum, só no Brasil. Quem marca os jogos tem que ter coragem. É um assunto muito sério, mas ninguém no futebol brasileiro quer saber”, lamentou.
Na sequência, o treinador continuou a falar do problema do calendário, e usou a lesão de Gabriel Menino como algo a se refletir: “Espero que não seja nada de muito grave e acredito que não seja, mas com um dia só para recuperar… Não existe em lado nenhum. Vou ser muito crítico em relação a isso. O desafio que faço para quem manda: é preciso sentar e refletir”. Em seus disparos contra o calendário brasileiro, Abel não deixou de ressaltar como o fato pode refletir nos técnicos:
“Agora eu percebo porque os treinadores aqui duram só dois meses… Agora percebo! Impossível treinar nessas condições (calendário). E quando não ganha consecutivamente, trocam de treinadores. Faço um desafio para quem mudou de treinador: o que ganharam com isso?”, questionou o técnico ao final da entrevista.





