O São Paulo iniciou a temporada com uma movimentação intensa no mercado do futebol feminino, ampliando o olhar para a América do Sul e apostando em um elenco mais diverso e competitivo. O clube anunciou uma série de contratações nos últimos dias, combinando atletas estrangeiras, jogadoras experientes do cenário nacional e jovens com potencial de desenvolvimento. Ao todo, o planejamento prevê a chegada de até 12 reforços para 2026. A estratégia reforça a ambição do Tricolor em se consolidar entre as principais forças da modalidade no país. O movimento também sinaliza maior profissionalização e planejamento de longo prazo.

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As meio-campistas argentinas Maricel Pereyra, de 23 anos, e Vanina, de 29, simbolizam a ampliação das fronteiras adotada pelo São Paulo nesta janela. As atletas chegam com bagagem competitiva e perfil técnico alinhado ao estilo de jogo buscado pela comissão técnica. A presença de jogadoras sul-americanas fortalece o intercâmbio esportivo e amplia as opções táticas do elenco. Segundo apurações, a zagueira Camila Barbosa também deve ser oficializada em breve. A diretoria entende que o mercado regional oferece qualidade e custo-benefício estratégico.
Além das estrangeiras, o São Paulo reforçou diferentes setores do campo com nomes conhecidos do futebol brasileiro. Chegaram Rafa Soares e Tayla para a defesa, Anita para a lateral esquerda e Cris para o meio-campo. No setor ofensivo, Gadu e Mylena Carioca ampliam as alternativas de ataque e velocidade. O clube também apostou em atletas jovens, com contratos mais longos, visando continuidade e valorização esportiva. A combinação entre experiência e renovação faz parte do desenho do elenco para a temporada.

Futebol Feminino. Foto: Pedro Zacchi/AGIF
Planejamento prevê elenco mais profundo e versátil
A diretoria tricolor trabalha com a ideia de oferecer mais opções à comissão técnica ao longo de um calendário exigente. A ampliação do elenco permite rodar peças sem queda brusca de rendimento, algo fundamental em competições nacionais e continentais. A chegada de jogadoras para diferentes funções também favorece variações táticas durante as partidas. Internamente, o entendimento é de que profundidade de elenco será decisiva para brigar na parte de cima da tabela. O São Paulo busca reduzir a dependência de nomes específicos.
Até o momento, o São Paulo já oficializou Maricel Pereyra e Vanina, ambas meio-campistas argentinas, além de Rafa Soares e Tayla, zagueiras, Anita, lateral-esquerda, Cris, meio-campista, e as atacantes Gadu e Mylena Carioca. Os nomes reforçam a intenção de qualificar todos os setores do time. A expectativa é de que novas contratações sejam anunciadas nos próximos dias. O clube mantém cautela nas negociações, mas segue ativo no mercado. A reformulação é tratada como estratégica.
Paralelamente às contratações, o São Paulo avançou em renovações consideradas fundamentais para a manutenção da identidade da equipe. Carol Gil teve contrato estendido até dezembro de 2027, enquanto Ravena segue até o fim de 2026. As meio-campistas Vi Amaral, Karla Alves, Camilinha e Aline também renovaram, com vínculos que chegam até 2028 em alguns casos. A lateral Bia Menezes e as goleiras Anna Bia e Carlinha completam a lista. A política de renovações garante continuidade técnica e estabilidade ao projeto.

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Projeto mira consolidação entre as protagonistas
Com reforços, renovações e um olhar mais atento ao mercado sul-americano, o São Paulo deixa claro o objetivo de dar um salto competitivo no futebol feminino. A diretoria aposta em planejamento, diversidade de perfis e contratos de médio e longo prazo para sustentar o crescimento da equipe. O Tricolor entende que a consolidação passa por decisões fora de campo tão importantes quanto o desempenho dentro das quatro linhas. A temporada será determinante para medir o impacto dessa nova fase. A expectativa interna é de evolução consistente ao longo do ano.








