Kerolin alcançou um feito histórico no futebol feminino brasileiro. A atacante foi anunciada pelo Barcelona após o clube espanhol pagar 1,2 milhão de euros (cerca de R$ 7 milhões) ao Manchester City, com bônus previstos em contrato, tornando-se a jogadora brasileira mais cara de todos os tempos.
Mas o caminho até esse momento passou por momentos difíceis. Antes de ser destaque da Seleção Brasileira e uma das grandes apostas para a Copa do Mundo de 2027, a atacante precisou superar uma grave infecção na infância e até uma suspensão por doping.
Uma carreira marcada por superação
Em entrevista ao ge.globo em 2022, Karolin compartilhou que quando tinha 12 anos começou a sentir fortes dores na perna direita e recebeu um diagnóstico assustador: osteomielite, uma infecção no osso que quase levou à amputação.
“Para mim, naquela idade, foi assustador. Passei três meses em um hospital com minha mãe. Eu não sabia o que poderia acontecer comigo, só queria estar com minha família”, contou ao ge.
Depois da recuperação, Kerolin voltou aos gramados e iniciou sua trajetória profissional. Passou pelo Guarani, ganhou destaque na Ponte Preta e chegou ao Corinthians/Audax, onde conquistou a Libertadores Feminina aos 17 anos.
Doping e retorno ao topo
A ascensão, porém, foi interrompida em 2019. Após uma transferência para o Palmeiras, Kerolin recebeu uma punição de dois anos por um exame antidoping realizado ainda na época do Audax, que apontou a presença da substância GW1516.
O período afastada colocou sua carreira em risco, mas a atacante conseguiu dar a volta por cima. Liberada para jogar em 2021, voltou a ser convocada para a Seleção Brasileira e retomou o caminho rumo ao alto nível.
Desde então, a carreira deslanchou. Kerolin passou pelo Madrid CFF, pelo North Carolina Courage e chegou ao Manchester City, onde fez história ao se tornar a primeira brasileira campeã do Campeonato Inglês Feminino.
Agora, com contrato até 2030 no Barcelona, Kerolin entra para a história como a maior venda envolvendo uma brasileira no futebol feminino. O valor supera a negociação de Amanda Gutierres, do Palmeiras para o Boston Legacy, que havia sido a mais alta até então.




