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Copa Feminina

Interesse pelo futebol cai no Brasil, e CBF vê Copa Feminina de 2027 como esperança de retomada

Pesquisa do Datafolha mostra redução no interesse pelo futebol desde 2023, enquanto a CBF acredita que o Mundial feminino pode impulsionar uma nova geração de torcedores

Brasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027 - Foto: Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF
Brasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027 - Foto: Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF

O futebol continua sendo a paixão nacional, mas os números indicam uma mudança importante no comportamento dos brasileiros. Segundo levantamento divulgado pelo Datafolha, o interesse pela modalidade caiu nos últimos três anos, passando de 72% em 2023 para 64% em 2026.

A pesquisa, realizada com 2.004 pessoas em 139 municípios do país, mostra que apenas 28% dos entrevistados afirmam ter muito interesse pelo esporte, enquanto 35% dizem acompanhar o futebol com algum interesse. Em contrapartida, 36% afirmaram não acompanhar a modalidade.

O cenário surge poucas semanas após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 e acende um alerta para dirigentes e entidades esportivas.

Mulheres podem ser a chave para uma nova expansão

O levantamento também revela uma diferença significativa entre homens e mulheres. Entre o público masculino, 77% afirmam acompanhar o futebol com muito ou algum interesse. Já entre as mulheres, esse índice cai para 52%.

É justamente nesse contexto que a CBF enxerga uma oportunidade histórica. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 confirmada no Brasil, a entidade acredita que o torneio pode ampliar a presença do esporte em novos públicos e fortalecer ainda mais a modalidade no país.

A expectativa é que a competição desperte o interesse de uma nova geração de torcedores e incentive milhares de meninas a se aproximarem do futebol.

Mundial de 2027 é tratado como prioridade

Após o encerramento da Copa do Mundo masculina, a CBF passou a concentrar grande parte de seus esforços na organização do Mundial feminino, que será disputado pela primeira vez em território brasileiro.

O presidente da entidade, Samir Xaud, entende que a competição pode deixar um legado importante, não apenas para o futebol feminino, mas para o esporte nacional como um todo.

Além da visibilidade internacional, a expectativa é que o torneio impulsione investimentos em infraestrutura, categorias de base e projetos voltados ao desenvolvimento da modalidade.

Queda preocupa, mas Copa pode mudar cenário

Mesmo com a redução apontada pelo Datafolha, o futebol segue sendo o esporte mais popular do Brasil. No entanto, os números mostram que reconquistar parte do público será um dos grandes desafios dos próximos anos.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 aparece como uma oportunidade única para reaproximar os brasileiros do esporte e construir uma nova conexão entre torcedores e modalidade.

Resta saber se o maior torneio do futebol feminino será capaz de transformar o entusiasmo de um mês de competição em um legado permanente para o esporte brasileiro.

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