O Valadares Esporte Clube não disputará o Brasileirão Feminino A3 nesta temporada, cuja largada está prevista para 21 de março. O clube mineiro ainda não se pronunciou oficialmente de forma pública. No entanto, um comunicado interno confirmou a desistência da competição. Na nota, a direção lamentou a decisão e reconheceu a expectativa criada.

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“Sabemos da expectativa que existia e peço desculpas por não conseguirmos dar continuidade nesse momento. Nem sempre as decisões finais dependem só da nossa vontade. Seguimos firmes com o projeto e com o desenvolvimento do futebol feminino. Obrigado pela confiança de sempre. Seguimos juntos”, diz o texto.
Com a saída do Valadares, o Araguari Atlético Clube ficará com a vaga na Série A3. A mensagem divulgada pelo clube mineiro indica dificuldades fora das quatro linhas. Os motivos específicos para a desistência, porém, não foram detalhados. A mudança altera a composição inicial da tabela da terceira divisão nacional. A competição começa já com duas baixas confirmadas antes da bola rolar.

Letreiro Brasileirão. Foto: Pedro Zacchi/AGIF
Série A3 enfrenta desafios estruturais
O caso do Valadares se soma ao do Operário Futebol Clube, que também desistiu da Série A3. Na última edição, a equipe sul-mato-grossense caiu nas quartas de final. A eliminação ocorreu diante do Vila Nova Futebol Clube, por 3 a 2 no placar agregado. A desistência representa mudança significativa para um clube que vinha competindo em fases decisivas. As baixas reacendem o debate sobre sustentabilidade financeira e estrutural nas divisões nacionais.
A Série A3 é considerada a porta de entrada para o Brasileiro Feminino. O investimento necessário para logística, elenco e calendário pesa no planejamento dos clubes. Atualmente, a cota de participação da terceira divisão é de R$ 120 mil. Mesmo com a vaga garantida por mérito esportivo, manter o projeto até a competição nacional tem sido um obstáculo recorrente.
A Série A3 tem início previsto para 21 de março e término em 5 de setembro. Serão 14 datas ao longo da competição, totalizando 126 jogos. O torneio contará com 32 clubes e terá formato de turno e returno na primeira fase. Os participantes também asseguram vaga na Copa do Brasil Feminina. Ao final, os quatro melhores garantem acesso à Série A2.

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Histórico recente de desistências
O cenário atual não é isolado no futebol feminino brasileiro. Em 2025, Fortaleza e Real Brasília desistiram da Série A1. Já nesta temporada, o Avaí Kindermann deixou a Série A2. As sucessivas saídas ampliam o sinal de alerta para a organização das divisões nacionais. A Série A3 começa sob o impacto dessas decisões e com debate aberto sobre viabilidade e permanência dos projetos.








