O futebol feminino do Vitória iniciou a temporada de 2026 em novo patamar. As Leoas garantiram vaga na Série A1 do Campeonato Brasileiro, a elite da modalidade, após a desistência do Real Brasília. O clube baiano herdou a posição por ter encerrado a Série A2 na quinta colocação, sendo o melhor time entre os que ficaram fora do acesso direto. O feito marca um passo importante no processo de reconstrução iniciado em 2022. A presença na elite exige agora ajustes esportivos, financeiros e estruturais.

- Juventude confirma quatro contratações e inicia pré-temporada
- São Paulo investe no mercado sul-americano e acelera reformulação
Além do Vitória, o Mixto também foi confirmado na Série A1 de 2026 após o Fortaleza perder o prazo de inscrição junto à CBF. O clube cearense tentou viabilizar a participação após negociação com o projeto R4, idealizado por Ronaldo Angelim, mas a documentação foi enviada fora do período estipulado. O cenário expôs as dificuldades financeiras enfrentadas por clubes do futebol feminino brasileiro. Nesse contexto, o Vitória aparece como exemplo de organização e planejamento progressivo.
Com a confirmação na elite, a diretoria rubro-negra acelerou a adequação do planejamento esportivo. A gerente de futebol feminino, Many Gleize, explicou que a montagem do elenco já estava em curso antes mesmo da definição da vaga. “Já estávamos com o elenco 60% fechado para a Série A2, mas estamos buscando reforços com a confirmação da vaga”, afirmou. A prioridade agora é elevar o nível competitivo para enfrentar adversários mais consolidados. A diretoria trabalha com cautela para não comprometer o equilíbrio do projeto.

Vitória x Flamengo. Foto: Jhony Pinho/AGIF
Manutenção da comissão técnica
A estabilidade também será mantida na comissão técnica, considerada fundamental para a evolução recente da equipe. Segundo Many, a ideia é preservar a base do trabalho desenvolvido nas últimas temporadas. “A comissão se mantém, vamos somente contratar um treinador de goleiras e um roupeiro”, explicou. As mudanças pontuais visam fortalecer a estrutura de apoio às atletas. O Vitória aposta na continuidade como diferencial para competir na Série A1.
O acesso à elite exigiu atenção especial ao planejamento financeiro do clube. De acordo com a dirigente, o Vitória já contava com uma previsão orçamentária para o futebol feminino. Com a vaga confirmada, o clube ampliou o leque de parcerias comerciais. “O presidente buscou patrocinadores do time masculino para também patrocinar o feminino e já tínhamos um valor definido no orçamento”, destacou Many. A estratégia busca garantir sustentabilidade ao projeto.
A Fatal Model segue como patrocinadora do futebol feminino do Vitória, mesmo após deixar de estampar a camisa do time masculino. O apoio foi confirmado pelo presidente Fábio Mota e é considerado fundamental para a manutenção do projeto. Sobre o debate ético envolvendo a marca, Many ressaltou a relação construída com a empresa. “A Fatal Model foi patrocinadora do time masculino no momento mais difícil, que foi a Série C. Temos o maior carinho e respeito por eles”, afirmou.

Veja também
Mercado agressivo e ambição máxima: os planos do Palmeiras feminino para 2026
Otimismo para 2026 na elite nacional
O discurso no clube é de confiança para a temporada de 2026. Many Gleize destacou o apoio institucional, a estrutura oferecida e a evolução financeira ano após ano. “O clube vem se reconstruindo desde o retorno da modalidade em 2022. Temos apoio, temos estrutura e financeiramente estamos crescendo ano após ano”, completou. Com Vitória e Mixto, a Série A1 contará com 18 clubes e reunirá forças como Corinthians, Palmeiras, Flamengo e São Paulo. O desafio é grande, mas as Leoas querem fazer história.








