A desistência do Real Brasília do Brasileirão Feminino Série A1 de 2026 tem como pano de fundo o fim do patrocínio com o Banco de Brasília (BRB). O contrato entre as partes foi encerrado em dezembro de 2025, inviabilizando a manutenção da equipe feminina na elite nacional. Mesmo com direito esportivo garantido, o clube optou por abrir mão da vaga, escancarando mais um episódio de instabilidade financeira na modalidade.

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Em nota enviada à reportagem, o BRB afirmou que todas as decisões relacionadas a patrocínios seguem parâmetros técnicos e estratégicos. O banco ressaltou que contratos ainda vigentes passam por reavaliações internas, observando princípios de “economicidade, transparência e governança”, além do cumprimento de normas e boas práticas. A instituição reforçou que o encerramento do vínculo ocorreu ao fim da vigência contratual.
Apesar do rompimento com o Real Brasília, o BRB destacou que segue priorizando investimentos no Distrito Federal. Segundo o posicionamento oficial, o banco mantém o compromisso de apoiar esporte e cultura como instrumentos de transformação social e desenvolvimento econômico. Nesse contexto, o patrocínio ao Minas Brasília, que disputa a Série A2 do Brasileiro Feminino, foi confirmado para a temporada 2026.

Sport x Real Brasília. Foto: Marlon Costa/AGIF
Real Brasília aponta “impasse insuperável”
Em nota oficial, o Real Brasília atribuiu a decisão à impossibilidade de manter a modalidade feminina sem o patrocínio master. O clube classificou o cenário como um “impasse insuperável”, afirmando que realizou inúmeras diligências para viabilizar a continuidade do projeto.
A desistência ocorre mesmo após cinco temporadas consecutivas na Série A1, iniciadas a partir do acesso conquistado em 2020. Fundado com foco inicial no futebol masculino, o Real Brasília passou a investir no feminino em 2019, após ser procurado por atletas sem clube.
Desde então, construiu trajetória relevante, incluindo campanhas sólidas na elite nacional. No entanto, o clube enfrentou obstáculos como a pandemia, episódios de difamação e, mais recentemente, um transfer ban imposto pela FIFA em janeiro de 2025, que impede registros enquanto pendências financeiras não forem resolvidas.

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Impactos no Brasileirão Feminino de 2026
Com a saída confirmada, caberá à CBF definir como será preenchida a vaga aberta na Série A1 de 2026. O episódio reforça a dependência estrutural de projetos sustentados por patrocínios pontuais e reacende o debate sobre sustentabilidade financeira no futebol feminino brasileiro. Às vésperas de um ciclo de maior visibilidade internacional, o caso do Real Brasília expõe desafios que seguem sem solução definitiva.








