O clima entre Flamengo e Gerson ganhou um novo capítulo, agora na Justiça. Em resposta à ação movida pelo clube carioca, o jogador do Cruzeiro adotou um tom forte e acusou o Rubro-Negro de agir com má-fé, além de citar “traição” e até uma possível “vingança” nos bastidores.
O Flamengo cobra cerca de R$ 42,7 milhões referentes a uma cláusula de direitos de imagem após a saída do atleta rumo ao futebol europeu. Já a defesa do jogador contesta a cobrança e sustenta que não há base legal para o pagamento exigido pelo clube.
Na petição apresentada, os advogados do meio-campista foram diretos ao apontar irregularidades na condução do processo de rescisão contratual. Segundo o documento, o jogador teria sido induzido a assinar papéis sem plena ciência das implicações.
Gerson dispara contra o Flamengo na Justiça
“Gerson assinou vários outros documentos e instrumentos contratuais sem data e na mais pura confiança ao CRF. O atleta nunca imaginou que pudesse ser traído pelo clube que, juntamente com os seus companheiros, ele tanto ajudou.”
Em outro trecho, a defesa reforça a acusação de má-fé por parte do clube: “O Flamengo, ignorando completamente a boa-fé negocial, ou melhor, dolosamente, induziu o Gerson e o seu pai a redigir e a assinar um documento manuscrito eivado de vícios de consentimentos, sob a falsa alegação de que seria um documento de praxe.”
Gerson está certo?
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Flamengo é acusado de agir por vingança
Além da contestação jurídica, o caso ganhou um tom ainda mais pesado com a acusação direta ao presidente Luiz Eduardo Baptista. A defesa do jogador afirma que há um componente pessoal por trás da ação movida pelo clube.

– Gerson jogador do Cruzeiro durante partida contra o Flamengo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026 – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
“Gerson descobriu que está sendo vítima de uma sede de vingança do atual presidente do Flamengo, que não suportou o fato do atleta ter sido contratado e repatriado do futebol russo ao Brasil justamente pelo Cruzeiro.”
Os advogados também alegam que o jogador abriu mão de valores importantes para viabilizar sua transferência, incluindo R$ 6,3 milhões em luvas, reforçando a tese de que não houve descumprimento contratual.
Caso envolve cláusulas e pode se arrastar
A defesa sustenta ainda que, com o pagamento da cláusula indenizatória desportiva, o contrato teria sido devidamente cumprido, sem qualquer pendência adicional. Outro ponto levantado é que o contrato de imagem não teria sido utilizado de forma efetiva pelo clube.
“O Flamengo nunca explorou a imagem do Gerson de alguma forma, o que revela que o contrato de imagem serviu apenas para ‘driblar’ encargos trabalhistas.”
O caso agora segue na Justiça e promete novos desdobramentos nas próximas semanas, com potencial impacto não apenas financeiro, mas também institucional para as partes envolvidas.






