O Flamengo tenta administrar uma crise que vai muito além dos resultados dentro de campo. Enquanto parte da torcida concentra as críticas no trabalho de Leonardo Jardim, os bastidores do Ninho do Urubu apontam José Boto como um dos principais alvos de insatisfação dentro do departamento de futebol.
Segundo informações divulgadas pelo portal ge, a relação entre o diretor português, jogadores e funcionários continua desgastada. Pessoas ligadas ao clube descrevem a convivência como fria e distante, além de apontarem cobranças consideradas excessivas em determinadas situações.
Internamente, há quem veja a postura de Boto como excessivamente rígida, algo que contribuiu para aumentar a pressão sobre o dirigente nos últimos meses.
Relação com elenco e funcionários gera desconforto
O desgaste não estaria ligado apenas ao ambiente com os atletas. Funcionários do Ninho do Urubu também demonstram desconforto com a maneira como o dirigente conduz o dia a dia do clube.
Além das críticas ao relacionamento interpessoal, existe um incômodo nos bastidores com a frequência das aparições de José Boto em conteúdos institucionais do Flamengo. Outro ponto que teria ampliado a rejeição interna envolve relatos sobre exigências de serviços particulares a funcionários do centro de treinamento.
A situação ganhou ainda mais força após a saída de Filipe Luís, em março, episódio que aumentou a resistência de parte do ambiente interno em relação ao diretor.

Bap chegou a avaliar mudanças no departamento
Nos últimos meses, o presidente Luiz Eduardo Baptista realizou diversas reuniões no Ninho do Urubu e percebeu que a insatisfação continuava presente nos bastidores.
A expectativa da diretoria era de que as conquistas obtidas em 2025 ajudassem a reduzir a pressão sobre o departamento de futebol. No entanto, o cenário seguiu delicado e a crise interna continuou crescendo.
De acordo com a publicação, a saída de José Boto chegou a ser discutida pela presidência durante o período em que Filipe Luís e sua comissão técnica deixaram o clube. Apesar das discussões, Bap optou por manter José Boto no cargo, apostando principalmente na relação entre o dirigente português e Leonardo Jardim.
Às vésperas das fases decisivas da Libertadores e da reta final da temporada, o Rubro-Negro tenta encontrar soluções para amenizar a crise interna e recuperar a estabilidade dentro do departamento de futebol.





