Na última quarta-feira (11), o Cruzeiro encarou o Flamengo no Maracanã, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, e perdeu por 1 a 0. O duelo marcou uma série de reencontros, entretanto, o que mais chamou atenção foi o do técnico Leonardo Jardim, que esteve do outro lado da trincheira. O treinador, ao conceder entrevista coletiva, não fugiu da pergunta e respondeu como foi enfrentar o Cabuloso, seu ex-clube.

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Jardim deixou a Raposa no apagar das luzes do ano passado, depois de jurar — da boca pra fora, como se vê — que seria o único que treinaria no Brasil. Pois não demorou muito para a promessa virar pó. A ida para o Flamengo caiu mal em Minas, como era de se esperar. Antes da bola rolar, ainda houve tempo para alguns jogadores do elenco celeste cumprimentarem o treinador.
Jardim começou a resposta apontando os laços que criou, bem como, ressaltou o trabalho importante que realizou: “Com certeza tenha boas amizades e relações lá. Esses atletas, ajudamos a colocá-los em um nível que eles estavam um pouco perdidos. E por isso tenho proximidade com alguns. Antes do jogo, o presidente esteve na minha cabine para batermos um papo para verem a relação que tenho com ele, e foi bom”.
“Mas dentro de campo é outra coisa. Dentro de campo eu sou 200% Flamengo e o objetivo é ser o mais competitivo possível, tentar atacar da melhor forma, defender e ganhar o jogo. Claro que as relações não se apagam, como aconteceu em todos os clubes que passei. Continuo mantendo relações com as pessoas com quem trabalhe”, completou.
O desabafo de Tite
Pelo lado do banco do Cruzeiro, Tite comentou sobre a situação atual do Clube Celeste. A Raposa soma apenas dois pontos em cinco jogos. Durante a entrevista coletiva que concedeu, o treinador definiu o sentimento após a derrota.

Titedurante partida contra o Flamengo no Maracanã. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
“Talvez não seja nem um sentimento de incômodo, talvez seja uma dor maior. É um sentimento mais forte que temos em função dessa posição”, afirmou o treinador, em referência ao fato da equipe ter somado somente dois pontos em cinco rodadas de Campeonato Brasileiro. “Tu olha a tabela e incomoda. Incomoda ao clube, de uma maneira geral, nos incomoda. Incomoda a todos (…) Mas sabemos que podemos reverter com o nosso trabalho.”, completou o comandante da Toca.
A situação complicada do Cruzeiro

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Com a derrota, o Cruzeiro segue atolado na parte mais incômoda da tabela, ocupando a 19ª posição. O time não apenas perde jogos; perde também a capacidade de assustar o adversário. Tem o terceiro pior ataque do torneio, com modestos quatro gols marcados, e ostenta a defesa mais vazada da competição: 11 gols sofridos, média que ultrapassa dois por partida — número que explica, sem rodeios, por que a campanha é tão preocupante.








