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Gaviões da Fiel comenta suspeita de ‘cobrança indevida’ da Caixa ao Corinthians

Principal organizada do Corinthians, Gaviões da Fiel, se manifesta sobre suposta cobrança indevida da Caixa ao Corinthians

Gaviões se manifesta após suspeita de 'cobrança indevida' da Caixa com o Corinthians — Foto Rodrigo CocaAgência Corinthians
Gaviões se manifesta após suspeita de 'cobrança indevida' da Caixa com o Corinthians — Foto Rodrigo CocaAgência Corinthians

A dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal voltou a ser alvo de questionamentos após uma perícia divulgada em uma reportagem da Record TV, na noite da última terça-feira (1), apontar divergências nos valores relacionados ao financiamento da Neo Química Arena.

Diante da repercussão, a reportagem do Bolavip entrou em contato com a comunicação da Gaviões da Fiel para saber o posicionamento da organizada sobre o caso, principalmente em relação aos R$ 41 milhões arrecadados pela torcida durante a campanha para ajudar no pagamento da Arena.

A Gaviões afirmou que todo o valor arrecadado foi destinado ao fundo da Caixa e que, portanto, não houve qualquer desvio do dinheiro das doações. Sobre a possibilidade de os novos cálculos indicarem que o valor arrecadado não seria necessário para quitar o débito nos termos inicialmente considerados, a organizada ponderou que ainda é muito cedo para tirar qualquer conclusão.

Segundo a torcida, é preciso aguardar o andamento das análises para entender exatamente o que está correto ou não nos cálculos apresentados. A Gaviões também ressaltou que o próprio promotor Cássio Conserino teria tratado o resultado da perícia com cautela ao apontar que os cálculos “parecem” indicar um débito diferente. Por isso, a organizada entende que não é o momento de se antecipar aos próximos passos.

A torcida afirmou que acompanha atentamente o caso e que, se entender necessário, poderá divulgar uma nota oficial posteriormente.

Perito está no Parque São Jorge

Enquanto os questionamentos sobre a dívida ganham repercussão, o perito responsável pela análise está no Parque São Jorge nesta quarta-feira (2), conforme apuração do Bolavip

A movimentação acontece justamente em meio à necessidade de esclarecer os valores relacionados ao financiamento da Neo Química Arena. O trabalho também é acompanhado pelo Ministério Público de São Paulo.

A perícia apontou uma diferença significativa entre o saldo apresentado pela Caixa e o valor recalculado. Na data-base de agosto de 2019, o levantamento encontrou uma diferença de R$ 255,7 milhões. Com a atualização até agosto de 2026, a divergência chegaria a R$ 402,7 milhões.

O documento também aponta questionamentos sobre parcelas que teriam sido consideradas mais de uma vez e identifica encargos que chegaram a 450,73% ao mês em agosto de 2019.

Caixa também se manifesta

A Caixa Econômica Federal também se manifestou após a repercussão da perícia que levantou questionamentos sobre os valores relacionados ao financiamento da Neo Química Arena.

Em nota, o banco afirmou que o contrato firmado com o Corinthians seguiu as regras aplicáveis ao tipo de operação e negou qualquer irregularidade na condução do financiamento.

A instituição destacou que a operação respeitou a legislação vigente, além das normas estabelecidas pelo Banco Central do Brasil e pelo Sistema Financeiro Nacional.

A CAIXA informa que o contrato de financiamento firmado com o Sport Club Corinthians observou rigorosamente a legislação vigente, as normas do Banco Central do Brasil e do Sistema Financeiro Nacional, não havendo qualquer aspecto da operação que extrapole o regime jurídico aplicável a contratos dessa natureza

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