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Copa do Mundo

Presidente de La Liga reprova 64 seleções na Copa do Mundo 2030 e pede renúncia de Infantino na Fifa

Em contrapartida, o mandatário da Conmebol é um dos entusiastas do aumento do número de equipes no próximo Mundial

Espanha conquistou o bicampeonato mundial
© David Ramos/Getty ImagesEspanha conquistou o bicampeonato mundial

Javier Tebas não poupou críticas à ideia da Fifa de ampliação do número de seleções de 48 para 64 seleções na próxima edição da Copa do Mundo. O presidente de LaLiga aproveitou para mirar o alvo no presidente da principal entidade do futebol mundial Gianni Infantino.

Em entrevista ao jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”, o dirigente espanhol afirmou que o aumento de equipes significaria uma concentração de recursos maior no Mundial, que é um evento curto de apenas 40 dias.

Ao mesmo tempo, o mandatário da Federação Espanhola acredita que a medida seria prejudicial para os campeonatos nacionais. Para Tebas, são estas as competições fundamentais para a manutenção do futebol.

Aumentar o número de seleções não faz sentido. A indústria do futebol não é apenas a Copa do Mundo, embora seja o evento mais importante. Mas nem tudo pode girar em torno da Copa. São as competições nacionais que sustentam este esporte“, disse o presidente de La Liga.

Dirigente sugeriu a saída de presidente da Fifa

Diante do cenário, Javier Tebas minimizou o bicampeonato mundial de seu país. Para o dirigente, há uma “destruição na indústria no futebol” por conta de uma Copa do Mundo em que apenas “uma minoria dos jogadores vai”.

Deste modo, defendeu não apenas uma redução de vagas no Mundial, como também uma saída de Gianni Infantino no comando da Fifa. Para o presidente de La Liga, o mandatário suíço “já teve o seu momento“.

O espanhol reprovou as pausas para hidratação e também o cancelamento do cartão vermelho do norte-americano Balogun por interferência de Donald Trump. “A Fifa resolve as coisas como quer, para o que quer, de acordo com seus interesses, certamente não para o futebol“, finalizou.

Presidente da Conmebol “anunciou” Copa do Mundo com 64 seleções

Na contramão de Javier Tebas, o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, é um dos principais entusiastas no aumento do número de seleções na próxima Copa do Mundo. Em suas redes sociais, o dirigente se “antecipou” à Fifa e “anunciou” a ampliação para o Mundial de 2030.

A próxima edição será em casa! Em 2030, a Copa do Mundo chega ao Uruguai, Argentina e Paraguai, uma grande oportunidade para o futebol celebrar o centenário da Copa do Mundo com uma competição que contará com 64 seleções“, escreveu, em sua conta no X, sobre o torneio que também será sediado em Portugal, Espanha e Marrocos.

Posteriormente, faria uma reparação em sua postagem. “Trabalhamos para garantir que a Copa do Mundo de 2030 conte com 64 seleções, em homenagem ao centenário da Copa do Mundo. O futebol de seleções cresce quando se abre para o mundo. A expansão para 48 seleções demonstrou que uma participação mais ampla cria mais oportunidades, impulsiona o desenvolvimento do futebol e transforma a Copa do Mundo em uma verdadeira celebração global“, pontuou.

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