Para uma Copa do Mundo com 48 seleções e espaço ampliado para convocações, as ausências acabaram chamando quase tanta atenção quanto os nomes presentes. Técnicos de grandes potências do futebol mundial deixaram jogadores renomados fora das listas finais, provocando debates entre torcedores, ex-jogadores e analistas.
Entre os casos que mais repercutiram está o de João Pedro. Depois de viver uma das melhores temporadas da carreira, o atacante acabou não sendo incluído por Carlo Ancelotti na lista do Brasil, decisão que gerou forte reação nas redes sociais e até levou o treinador italiano a admitir publicamente que o jogador merecia estar entre os convocados. Na Inglaterra, a ausência de Phil Foden também surpreendeu, especialmente pelo status que o jogador construiu nos últimos anos com a camisa do Manchester City.
Outras seleções tradicionais também deixaram nomes de peso pelo caminho. A Alemanha não conta com Marc-André ter Stegen, enquanto a França optou por não levar Eduardo Camavinga. Entre escolhas técnicas, questões táticas e busca por equilíbrio nos grupos, ao menos 20 jogadores considerados aptos para disputar o torneio acabaram ficando fora da Copa de 2026 e se transformaram em personagens de uma das maiores discussões antes da bola rolar.
1) João Pedro (Brasil)

João Pedro. Foto: Rich Storry/Getty Images
João Pedro apareceu como uma das ausências mais debatidas da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O atacante do Chelsea vinha participando com frequência das convocações de Carlo Ancelotti e chegou a ser considerado um forte candidato a disputar seu primeiro Mundial. No entanto, a má campanha do clube inglês, que terminou apenas na 10ª posição da Premier League e ficou fora das competições europeias, acabou influenciando o cenário vivido pelo jogador.
Mesmo com números expressivos na temporada, somando 20 gols em 49 partidas, João Pedro acabou preterido na lista final. Ancelotti optou por características diferentes para compor o setor ofensivo e reservou a última vaga para Neymar. A forte concorrência com nomes como Endrick e outros atacantes consolidados também pesou contra o brasileiro. O treinador italiano reconheceu publicamente a boa fase do atacante e admitiu que a decisão foi uma das mais difíceis da convocação.
2) Phil Foden (Inglaterra)

Phil Foden. Foto: Mike Hewitt/Getty Images
A ausência de Phil Foden foi uma das decisões mais questionadas da convocação inglesa para a Copa do Mundo. Considerado um dos jogadores mais talentosos de sua geração, o meia-atacante do Manchester City ficou fora da lista elaborada por Thomas Tuchel, gerando críticas entre torcedores e especialistas. Nos últimos anos, Foden foi apontado como uma das principais referências criativas do futebol inglês.
O treinador justificou a escolha com base em critérios táticos e no momento vivido pelo atleta. Foden perdeu espaço no Manchester City e não conseguiu repetir pela seleção o desempenho que o consagrou nos clubes. Além disso, Tuchel optou por jogadores que se encaixavam melhor na função de articulador, como Jude Bellingham, Morgan Rogers e Eberechi Eze. A queda de rendimento nas últimas temporadas acabou sendo determinante para sua exclusão.
3) Luis Suárez

Luis Suárez. Foto: Grant Halverson/Getty Images
Maior artilheiro da história da seleção uruguaia, Luis Suárez viu chegar ao fim a possibilidade de disputar mais uma Copa do Mundo. O atacante do Inter Miami ficou fora da lista final elaborada por Marcelo Bielsa, mesmo após ter demonstrado disponibilidade para retornar à equipe nacional caso fosse convocado para o torneio.
Suárez havia se despedido oficialmente da Celeste em 2024, mas manteve aberta a porta para uma eventual volta em uma competição de grande porte. Apesar da enorme experiência acumulada e do peso de sua trajetória, Bielsa optou por seguir um caminho diferente na montagem do elenco. A decisão pode representar o encerramento definitivo da história do veterano atacante em Mundiais.
4) Kolo Muani (França)

Kolo Muani. Foto: Alex Grimm/Getty Images
Kolo Muani também aparece entre os nomes de destaque que ficaram fora da Copa de 2026. O atacante do Tottenham vinha sendo convocado regularmente por Didier Deschamps e alimentava a esperança de disputar mais um grande torneio pela seleção francesa. Sua ausência ganhou ainda mais repercussão por causa da lembrança da final de 2022, quando desperdiçou uma chance histórica diante de Emiliano Martínez.
A exclusão do atacante reflete o enorme nível de competitividade existente no setor ofensivo francês. Deschamps tinha à disposição diversas opções de elite e decidiu privilegiar jogadores que atravessavam melhor momento. Nomes como Jean-Philippe Mateta acabaram ganhando preferência, enquanto Muani perdeu espaço em uma das seleções mais talentosas do futebol mundial.
5) Marc-André ter Stegen (Alemanha)

Marc-André ter Stegen. Foto: Alex Grimm/Getty Images
Por muitos anos, Marc-André ter Stegen foi apontado como o sucessor natural de Manuel Neuer na meta da Alemanha. A aposentadoria internacional do goleiro do Bayern de Munique, anunciada em 2024, parecia abrir definitivamente o caminho para que o atleta do Barcelona assumisse o protagonismo na seleção.
Entretanto, uma sequência de lesões comprometeu sua trajetória recente. Sem conseguir manter regularidade e perdendo espaço também no clube catalão, Ter Stegen acabou sendo emprestado ao Girona para recuperar minutos em campo. Mesmo assim, não convenceu a comissão técnica alemã e ficou fora da lista final para a Copa. Para aumentar a surpresa, Neuer retornou à seleção e retomou o favoritismo para ocupar a posição de titular.
6) João Palhinha (Portugal)

João Palhinha. Foto: Stu Forster/Getty Images
João Palhinha foi um dos nomes mais conhecidos deixados fora da convocação de Portugal para a Copa do Mundo de 2026. Titular na campanha da Eurocopa de 2024 e integrante do elenco que conquistou a Liga das Nações da Uefa em 2025, o volante parecia ter boas chances de disputar o torneio. No entanto, sua trajetória recente na seleção perdeu força à medida que a equipe passou por mudanças de perfil e estilo de jogo.
A decisão de Roberto Martínez foi baseada principalmente em critérios táticos. O treinador passou a privilegiar meio-campistas mais móveis, capazes de contribuir em diferentes fases da partida, reduzindo o espaço para um volante de características mais defensivas. Apesar de ter sido titular absoluto no Tottenham e até marcar um gol decisivo para evitar o rebaixamento do clube, Palhinha acabou superado por concorrentes como Samu Costa na disputa por uma vaga.
7) Kevin Viveros (Colômbia)

Kevin Viveros pelo Athletico-PR. Foto: Heuler Andrey/Getty Images
Kevin Viveros chegou ao período de convocação vivendo o melhor momento de sua carreira. O atacante do Athletico-PR liderava a artilharia do Campeonato Brasileiro e aparecia como uma das principais revelações ofensivas da temporada. Por isso, sua ausência na lista da Colômbia gerou forte repercussão entre torcedores e analistas do país.
Mesmo com o excelente desempenho no Brasil, o técnico Néstor Lorenzo preferiu apostar em jogadores mais experientes no cenário internacional. A comissão técnica valorizou atletas que já possuíam histórico de convocações e passagem pelo futebol europeu, como Jhon Córdoba, Juan Camilo Hernández e Luis Díaz. A falta de oportunidades anteriores na seleção e a forte concorrência ofensiva acabaram dificultando a inclusão de Viveros na lista definitiva.
8) Cole Palmer (Inglaterra)

Cole Palmer. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Cole Palmer foi outro nome de peso ausente da convocação inglesa para a Copa do Mundo. A decisão surpreendeu porque o meia-atacante viveu momentos importantes recentemente, incluindo o protagonismo na campanha do Chelsea que terminou com o título da Copa do Mundo de Clubes de 2025. Além disso, ele já havia participado da Eurocopa de 2024 e era visto como uma das principais promessas da seleção.
Apesar do histórico recente positivo, Palmer acabou prejudicado pelo desempenho irregular do Chelsea e pela dificuldade em se firmar como peça decisiva na Inglaterra. Thomas Tuchel avaliou que outros jogadores estavam mais preparados para cumprir funções específicas dentro de seu modelo de jogo. Mesmo após disputar 57 partidas entre clube e seleção na temporada anterior, o atleta ficou fora da lista final, em uma das escolhas mais debatidas do treinador alemão.
9) Pedro (Brasil)

Pedro. Foto: Laurence Griffiths/Getty Images
Pedro chegou a alimentar grandes expectativas de disputar a Copa do Mundo após voltar a apresentar alto rendimento pelo Flamengo. O centroavante vinha sendo convocado regularmente ao longo do ciclo e admitiu publicamente que acreditava ter boas chances de aparecer na lista definitiva da Seleção Brasileira.
No entanto, a grave lesão sofrida no ano anterior acabou prejudicando sua trajetória dentro do planejamento da comissão técnica. Embora tenha recuperado a melhor forma física e técnica pouco antes da convocação, Carlo Ancelotti optou por manter atacantes que participaram de forma mais constante de seu esquema. Endrick, Igor Thiago e Matheus Cunha ganharam a preferência, enquanto Pedro ficou fora. Após o anúncio, o atacante demonstrou maturidade, desejou sucesso aos convocados e afirmou que seguirá trabalhando para voltar à seleção.
10) Paulo Dybala (Argentina)

Paulo Dybala. Foto: Daniel Jayo/Getty Images
A ausência de Paulo Dybala foi uma das mais comentadas da lista divulgada por Lionel Scaloni. Campeão mundial em 2022 e dono de uma trajetória importante com a camisa argentina, o meia-atacante da Roma não apareceu nem mesmo entre os nomes da convocação preliminar para a Copa de 2026.
A decisão foi interpretada como mais um passo no processo de renovação da seleção argentina. Embora continue sendo um jogador de grande qualidade técnica, Dybala perdeu espaço diante do surgimento de novas opções e da busca por um elenco mais alinhado ao futuro da equipe. Sua exclusão provocou debates entre torcedores e se juntou a outras ausências de destaque, como Alejandro Garnacho e Franco Mastantuono.
11) Harry Maguire (Inglaterra)

Harry Maguire. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Harry Maguire era um dos jogadores mais experientes da seleção inglesa e ainda alimentava a esperança de disputar sua terceira Copa do Mundo. O zagueiro do Manchester United havia participado da última Data Fifa, inclusive começando como titular no empate diante do Uruguai, o que aumentava a expectativa de uma convocação para o Mundial.
A decisão de Thomas Tuchel, porém, apontou para uma renovação na defesa inglesa. Mesmo recuperando espaço em seu clube e voltando a apresentar regularidade, Maguire acabou excluído por opção técnica. O defensor não escondeu a frustração com a notícia e chegou a afirmar publicamente que ficou “chocado e arrasado” com a ausência. Ainda assim, o treinador manteve sua avaliação de que outros atletas se encaixavam melhor no perfil desejado para a equipe.
12) Eduardo Camavinga (França)

Eduardo Camavinga. Foto: Alex Grimm/Getty Images
Entre todas as ausências da França, poucas causaram tanta surpresa quanto a de Eduardo Camavinga. Aos 23 anos, o meio-campista do Real Madrid era visto como um dos principais nomes da nova geração francesa e tinha boas chances de disputar sua segunda Copa do Mundo. Mesmo em uma temporada irregular, o jogador ainda aparecia como opção frequente nas listas de Didier Deschamps.
Entretanto, problemas físicos e atuações abaixo do esperado acabaram prejudicando sua candidatura. As lesões limitaram sua sequência no Real Madrid e reduziram seu tempo em campo durante o ciclo preparatório. Na última Data Fifa, Camavinga teve participação discreta e sequer entrou em campo em um dos amistosos. Diante desse cenário, Deschamps preferiu convocar jogadores que apresentavam melhor ritmo competitivo e maior consistência tática.
13) Chucky Lozano (México)

Chucky Lozano. Foto: Manuel Guadarrama/Getty Images
Um dos principais símbolos da seleção mexicana na última década, Chucky Lozano ficou fora da Copa do Mundo em uma decisão que marcou a renovação promovida pelo técnico Javier Aguirre. O atacante era visto como uma referência técnica da equipe nacional, mas acabou perdendo espaço em um momento decisivo do ciclo.
A ausência foi consequência de uma série de fatores. Sem atuar regularmente pelo San Diego FC, da MLS, Lozano chegou ao período de convocação sem ritmo de jogo. Além disso, enfrentou problemas de relacionamento com o técnico Mikey Varas e acabou afastado dos planos esportivos do clube. Aguirre chegou a sugerir que o atacante buscasse um empréstimo para recuperar minutos em campo, mas o jogador preferiu permanecer na equipe americana, decisão que acabou custando sua vaga no Mundial.
14) Dani Carvajal (Espanha)

Dani Carvajal. Foto: Dan Mullan/Getty Images
A exclusão de Dani Carvajal foi uma das notícias mais impactantes da convocação espanhola. Ídolo do Real Madrid e peça importante na conquista da Eurocopa de 2024, o lateral-direito parecia ter credenciais suficientes para disputar mais uma Copa do Mundo. Sua experiência e liderança eram consideradas trunfos importantes para o elenco.
No entanto, Luis de la Fuente optou por seguir outro caminho e deixou o veterano fora da lista final. A decisão ganhou ainda mais repercussão porque marcou a primeira vez na história dos Mundiais que a Espanha não convocou nenhum jogador do Real Madrid. O corte de Carvajal simbolizou o encerramento de um ciclo tanto na seleção quanto no clube madrilenho, onde sua longa trajetória também chegou ao fim.
15) Trent Alexander-Arnold (Inglaterra)

Trent Alexander-Arnold. Foto: Judit Cartiel/Getty Images
Conhecido pela qualidade nos passes e pela capacidade de criar jogadas a partir da lateral-direita, Trent Alexander-Arnold foi outra ausência marcante da Inglaterra. Durante anos, o jogador figurou entre os principais nomes da posição no futebol mundial, mas viu sua situação mudar drasticamente no ciclo para a Copa de 2026.
A transferência para o Real Madrid, em 2025, não produziu os resultados esperados. Lesões frequentes e a perda de espaço no clube espanhol prejudicaram seu rendimento e também afetaram sua presença na seleção inglesa. Depois de participar regularmente em 2024, Trent praticamente desapareceu das convocações nos anos seguintes. Sem conseguir se consolidar nos planos de Thomas Tuchel, acabou ficando fora da lista definitiva para o Mundial.
16) Tanner Tessmann (Estados Unidos)

Tanner Tessmann. Foto: Vincent Carchietta/Getty Images
Tanner Tessmann figurava entre os nomes que muitos consideravam praticamente garantidos na lista dos Estados Unidos para a Copa do Mundo. O volante do Lyon participou de boa parte do ciclo de preparação e era visto como uma peça importante em um setor que não contava com muitas opções de características semelhantes dentro do elenco norte-americano.
Apesar disso, Mauricio Pochettino optou por deixá-lo fora da relação final de convocados. A escolha foi baseada principalmente em critérios de encaixe tático, mas também sofreu influência de uma lesão muscular sofrida pelo jogador no início de maio. O problema físico comprometeu seu ritmo de jogo justamente na reta decisiva do ciclo e acabou reduzindo suas chances de garantir uma vaga no grupo que disputará o Mundial.
17) Dean Huijsen (Espanha)

Dean Huijsen. Foto: Aitor Alcalde/Getty Images
Dean Huijsen representava a principal esperança da torcida do Real Madrid de ver um jogador do clube defendendo a seleção espanhola na Copa do Mundo. Aos 21 anos, o zagueiro era considerado uma das maiores promessas da nova geração e aparecia como um forte candidato a integrar o grupo de Luis de la Fuente.
A decisão do treinador, porém, foi por outras alternativas para o sistema defensivo. A ausência de Huijsen confirmou um fato histórico: pela primeira vez, o Real Madrid não terá representantes na seleção espanhola em uma Copa do Mundo. O jovem defensor demonstrou sua frustração nas redes sociais ao compartilhar uma publicação feita por seu pai, que destacava os números e o desempenho apresentados pelo atleta ao longo da temporada.
18) Luke Shaw (Inglaterra)

Luke Shaw. Foto: Richard Pelham/Getty Images
Luke Shaw foi mais um veterano que acabou perdendo espaço na reformulação promovida por Thomas Tuchel na seleção inglesa. Titular da Inglaterra em competições importantes nos últimos anos, incluindo a Copa do Mundo anterior e a Eurocopa de 2024, o lateral-esquerdo carregava ampla experiência internacional e era visto como uma liderança dentro do grupo.
Mesmo apresentando evolução física e atuando com regularidade pelo Manchester United na temporada 2025/26, Shaw não conseguiu recuperar terreno na equipe nacional. O fato de não atuar pela Inglaterra desde a final da Eurocopa pesou na avaliação da comissão técnica. Tuchel preferiu manter a base que vinha utilizando e abriu espaço para nomes mais jovens, como Tino Livramento e Djed Spence, deixando o experiente defensor fora da convocação.
19) Ansu Fati (França)

Ansu Fati. Foto: Christof Koepsel/Getty Images
Ansu Fati foi apontado durante anos como uma das maiores promessas formadas por La Masía. Quando surgiu no time principal do Barcelona ainda adolescente, muitos acreditavam que ele se transformaria em uma das grandes estrelas do futebol mundial. No entanto, uma sequência de lesões graves interrompeu seu desenvolvimento e dificultou a consolidação de seu potencial.
Emprestado ao Monaco na última temporada, o atacante conseguiu recuperar parte da confiança e voltou a apresentar bons momentos. Mesmo assim, não foi suficiente para convencer Luis de la Fuente. A ausência gerou discussões na Espanha, especialmente após as declarações de seu pai, Boni Fati, que questionou publicamente a decisão do treinador e afirmou que o filho encerrara a temporada em nível superior ao de alguns atacantes convocados.
20) Diego Luna (Estados Unidos)

Diego Luna. Foto: Dustin Markland/Getty Images
Nenhuma ausência provocou tanta reação entre os torcedores americanos quanto a de Diego Luna. O meia-atacante do Real Salt Lake foi um dos jogadores mais utilizados por Mauricio Pochettino ao longo do ciclo e se destacou pela energia, criatividade e capacidade de participar da construção ofensiva da equipe.
Durante 2025, Luna esteve presente em praticamente todas as partidas da seleção e consolidou sua importância dentro do grupo. Ainda assim, acabou perdendo espaço na lista final para a inclusão de outros atletas, como Gio Reyna. A decisão surpreendeu analistas e torcedores, principalmente porque o jogador era visto como uma das peças mais consistentes da equipe nacional nos meses que antecederam a Copa do Mundo.





