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Copa do Mundo

Árbitro brasileiro pode voltar a apitar uma final de Copa do Mundo após 40 anos

O Brasil pode voltar a ter um representante no apito da decisão da Copa do Mundo depois de quatro décadas, repetindo um feito histórico da arbitragem nacional

MEXICO CITY, MEXICO - JUNE 11: Referee Wilton Sampaio makes a call during the FIFA World Cup 2026 Group A match between Mexico and South Africa at Mexico City Stadium on June 11, 2026 in Mexico City, Mexico. (Photo by David Ramos/Getty Images)
© Getty ImagesMEXICO CITY, MEXICO - JUNE 11: Referee Wilton Sampaio makes a call during the FIFA World Cup 2026 Group A match between Mexico and South Africa at Mexico City Stadium on June 11, 2026 in Mexico City, Mexico. (Photo by David Ramos/Getty Images)

O Brasil ainda pode ter um representante na grande decisão da Copa do Mundo de 2026. Mesmo sem a Seleção na final, o árbitro Wilton Pereira Sampaio, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), permanece entre os 13 profissionais mantidos pela Fifa na disputa pela escala da decisão, marcada para o dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

A informação foi antecipada pelo jornal francês L’Équipe e ganhou força após a Fifa reduzir o quadro de árbitros que permanecerão nos Estados Unidos para os jogos decisivos do torneio. Caso seja escolhido para comandar a final, Wilton encerrará um jejum de 40 anos sem um brasileiro apitando a decisão de uma Copa do Mundo e se tornará apenas o terceiro árbitro do país a alcançar esse feito.

A permanência do árbitro brasileiro entre os candidatos à final é resultado de uma campanha consistente ao longo do Mundial. As atuações de Wilton receberam boa avaliação da comissão de arbitragem da Fifa, colocando-o entre os nomes cotados para conduzir a partida mais importante da competição.

Campanha de Wilton Pereira Sampaio reforça candidatura à final da Copa do Mundo

Durante a Copa do Mundo de 2026, Wilton Pereira Sampaio foi escalado para três partidas: a abertura da competição, entre África do Sul e México, o confronto entre Noruega e Senegal, pela fase de grupos, e o duelo entre Holanda e Marrocos, pelos 16 avos de final.

O desempenho nessas partidas garantiu a permanência do brasileiro entre os árbitros selecionados para a reta final do torneio. Enquanto isso, Raphael Claus e Ramon Abatti Abel, os outros representantes brasileiros na arbitragem da competição, já retornaram ao Brasil. Se for escolhido para a decisão, Wilton também entrará para um grupo extremamente restrito da história das Copas, tornando-se apenas o terceiro árbitro a comandar tanto o jogo de abertura quanto a final de uma mesma edição do Mundial.

Critérios da Fifa ainda podem definir o futuro do árbitro brasileiro

Apesar da boa avaliação técnica, a escolha da arbitragem da final depende de critérios estabelecidos pela Fifa. Um deles favorece Wilton Pereira Sampaio: árbitros não podem apitar a decisão caso tenham a mesma nacionalidade de uma das seleções finalistas. Como o Brasil foi eliminado, esse impedimento deixou de existir.

Por outro lado, outro critério ainda pode reduzir as chances do brasileiro. Caso a Argentina confirme vaga na final, Wilton poderá perder força por integrar o quadro da Conmebol, a mesma confederação da seleção argentina. Tradicionalmente, a Fifa evita escalar árbitros do mesmo continente das equipes finalistas, buscando preservar a imparcialidade da arbitragem.

Nesse cenário, inclusive, existe a possibilidade de o brasileiro ser designado para a disputa do terceiro lugar. A definição da Fifa mostrará se o Brasil voltará a ter um árbitro na final de uma Copa do Mundo após quatro décadas de espera.

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