Fernando Diniz parece ter aprendido uma lição importante após a eliminação na Copa do Brasil. Diante do Rosario Central, nesta quinta-feira (13), no Gigante de Arroyito, o treinador abriu mão de um Corinthians mais exposto e montou uma equipe preparada, antes de tudo, para sobreviver ao ambiente hostil e manter a eliminatória viva.
Com cinco desfalques importantes, entre eles Yuri Alberto, André e Vitinho, o técnico precisou trabalhar com um elenco limitado. A solução encontrada foi diminuir os riscos: o Corinthians manteve o bloco mais baixo, evitou se lançar de maneira desorganizada e procurou controlar os espaços antes de pensar em atacar.
A estratégia funcionou e o Corinthians volta da Argentina com um empate por 0 a 0 importantíssimo para a eliminatória. O Rosario Central teve mais iniciativa, empurrado por uma torcida que transformou o Gigante de Arroyito em um caldeirão, mas encontrou um Corinthians extremamente aplicado defensivamente. O Timão sofreu pouco e, aos poucos, passou a afastar o adversário da própria área.
Como Fernando Diniz segurou o ímpeto de Di María e Cia em Rosario
No 1º tempo, após a parada para hidratação, Diniz ajustou a marcação e o Corinthians passou a pressionar mais a saída de bola do Rosario. A mudança fez o time argentino perder campo e permitiu ao Alvinegro encontrar algumas progressões pelos lados, principalmente com Matheus Bidu. Ofensivamente, a equipe esteve longe de apresentar um futebol brilhante, mas conseguiu criar suas oportunidades dentro da proposta estabelecida.
A melhor delas veio justamente em uma bola parada. Após cobrança de falta de Rodrigo Garro, Matheus Bidu acertou o travessão de cabeça. Foi um retrato do que Diniz buscava: um Corinthians que não precisava dominar a partida para ser perigoso, mas que poderia aproveitar os espaços e as poucas oportunidades que surgissem.

Di María pouco produziu para o Rosario Central sair na frente do Corinthians na Libertadores – Foto: Marcelo Endelli/Getty Images
Na 2ª etapa, o Corinthians manteve a concentração e não abandonou o plano. Mesmo com o Rosario aumentando a pressão, especialmente nos minutos finais, o sistema defensivo continuou compacto. Hugo Souza precisou trabalhar mais, mas o volume argentino não se transformou em uma sequência de chances claras de gol.
Nem mesmo a expulsão de Allan, aos 35 minutos do segundo tempo, fez Diniz desmontar a estratégia. Com um jogador a menos, o Corinthians recuou naturalmente, suportou a pressão e administrou o empate sem perder completamente a organização. Foi uma postura muito diferente daquela vista contra o Internacional na Copa do Brasil, quando o time se abriu em busca do resultado e acabou castigado.
Conclusão: Corinthians decidirá eliminatória em Itaquera sem ‘danos’
O empate por 0 a 0, portanto, representa mais do que um resultado positivo fora de casa. É também uma demonstração de que Diniz entendeu que um mata-mata de Libertadores exige momentos diferentes dentro de uma mesma partida. Em Rosario, o treinador priorizou a sobrevivência, protegeu seu time e deixou a decisão para São Paulo.
Desta vez, Diniz não tentou vencer a qualquer custo. Entendeu o contexto, respeitou o adversário e montou o Corinthians para competir. O Timão volta para casa vivo, sem sofrer gols e com o fator casa a seu favor. Depois do erro na Copa do Brasil, o treinador mostrou que aprendeu a lição justamente quando mais precisava.
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