O Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1, nesta quarta-feira (25), na Arena Barueri, e manteve a liderança do Campeonato Brasileiro com 10 pontos, à frente do São Paulo no saldo de gols. Mas o placar final não traduz o roteiro dramático da partida.

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O início foi avassalador. Em 15 minutos, o time comandado por Abel Ferreira construiu a vantagem que parecia encaminhar uma noite tranquila. Com intensidade, pressão alta e agressividade ofensiva, o Verdão abriu 2 a 0 e empolgou o torcedor.
No entanto, após o começo fulminante, o cenário mudou completamente.
Buraco no meio e pressão tricolor
Depois da vantagem construída, o Palmeiras perdeu concentração e passou a ceder espaços, principalmente no setor central — justamente na faixa do campo onde a ausência de um “camisa 5” de origem ficou evidente. O Fluminense cresceu, encontrou liberdade para articular e transformou o fim do primeiro tempo em um verdadeiro bombardeio contra Carlos Miguel.
Foram 10 finalizações da equipe carioca na etapa inicial. Em uma das falhas defensivas, a bola sobrou para Lucho Acosta diminuir o placar após erro de marcação de Marlon Freitas — lance que teve origem em passe errado de Flaco López no meio-campo. O gol recolocou o Fluminense no jogo e expôs a instabilidade palmeirense. O Verdão foi para o intervalo acuado.
Segundo tempo de sustos e travessões
Sem alterações no retorno do intervalo, o Palmeiras seguiu sofrendo. Logo no início, Allan errou na saída de bola e Savarino acertou o travessão de Carlos Miguel, em mais um lance que evidenciou o espaço concedido aos atacantes adversários.
Buscando reorganizar o time, Abel promoveu a entrada de Jhon Árias na vaga de Flaco López. O camisa 11 tentou dar mais mobilidade e agressividade ao setor ofensivo, chamou o jogo e até arriscou jogadas individuais contra sua ex-equipe, mas também mostrou afobação — acabou advertido com cartão amarelo após falta em Guga.

Jhon Arias levou primeiro cartão amarelo pelo Palmeiras após falta dura em Guga – Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
Apesar das dificuldades, o Palmeiras também teve suas chances para matar o jogo. Aos 22 minutos, Vitor Roque disparou em velocidade, venceu a zaga e soltou uma bomba no travessão de Fábio. Pouco depois, foi a vez de Ramón Sosa acertar o poste após belo passe de Gustavo Gómez.
Vitória com lições
Se por um lado o Palmeiras mostrou força para construir vantagem rapidamente e resiliência para sustentar o resultado sob pressão, por outro deixou sinais claros de alerta. O espaço excessivo entre defesa e meio-campo permitiu ao Fluminense dominar ações por longos períodos — algo que pode custar caro em confrontos mais decisivos.

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No domingo (1), o Verdão encara justamente o São Paulo, pela semifinal do Campeonato Paulista. Clássico, mata-mata e um teste definitivo para saber se a equipe de Abel Ferreira conseguirá equilibrar brilho e consistência na mesma noite.








