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Seleção Brasileira

Brasil de Ancelotti já tem um modelo coletivo confiável? Seleção ainda busca identidade para a Copa

Com base fixa, sistema pragmático e aposta nas transições rápidas, a Seleção Brasileira evolui coletivamente, mas ainda apresenta fragilidades diante de adversários de alto nível

Brasil de Ancelotti já tem um modelo coletivo confiável Seleção ainda busca identidade para a Copa - Foto Thiago RibeiroAGIF
Brasil de Ancelotti já tem um modelo coletivo confiável Seleção ainda busca identidade para a Copa - Foto Thiago RibeiroAGIF

A Seleção Brasileira, comandada por Carlo Ancelotti, caminha para a Copa do Mundo de 2026 com uma ideia mais clara de jogo, mas ainda distante de um modelo coletivo consolidado. O treinador italiano já definiu boa parte da base do elenco, mas ainda busca um modelo coletivo confiável.

A principal aposta do time de Ancelotti está na organização coletiva pragmática. Nos últimos compromissos, os jogadores atuaram majoritariamente em um 4-4-2 que, em fase ofensiva, se transforma em 4-2-4, priorizando amplitude pelos lados e aceleração no último terço.

A proposta não busca controlar o jogo pela posse constante, mas sim atacar com velocidade após a recuperação da bola, aproveitando a qualidade técnica dos pontas e a agressividade no contra-ataque. A bola parada também voltou a ganhar atenção especial, tanto defensiva quanto ofensivamente, justamente por ser um fundamento decisivo em torneios curtos como a Copa do Mundo.

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Organização existe, mas identidade ainda não está consolidada

Apesar dessa estrutura mais clara, a identidade ainda é considerada frágil. Um time competitivo, capaz de decidir em poucos ataques, mas que nem sempre controla o jogo de forma dominante. A dificuldade aparece principalmente diante de seleções de elite.

Inclusive, a derrota para a França em março reforçou essa sensação de que o Brasil ainda busca maturidade coletiva para enfrentar adversários do mais alto nível. A equipe oscila entre boas respostas e atuações abaixo do esperado, o que mantém a sensação de que ainda falta uma “cara” definitiva para o time antes da disputa do Mundial.

RJ – TERESOPOLIS – 03/09/2025 – BRASIL, TREINO NA GRANJA COMARY – Jogadores da Selecao Brasileira durante treino na Granja Comary em Teresopolis (RJ), nesta quarta-feira (3). A equipe se prepara para enfrentar o Chile pelas Eliminatorias da Copa do Mundo 2016. Foto: Marlon Costa/AGIF

RJ – TERESOPOLIS – 03/09/2025 – BRASIL, TREINO NA GRANJA COMARY – Jogadores da Selecao Brasileira durante treino na Granja Comary em Teresopolis (RJ), nesta quarta-feira (3). A equipe se prepara para enfrentar o Chile pelas Eliminatorias da Copa do Mundo 2016. Foto: Marlon Costa/AGIF

Essa falta de identidade também passa pela ausência de automatismos mais claros. Vinícius Júnior já foi testado como falso nove, o meio-campo sofreu ajustes constantes e o setor ofensivo segue dependente de encaixes individuais.

Repetição e base fixa são o plano de Ancelotti

O treinador já afirmou ter entre 17 e 18 jogadores praticamente definidos para a lista final da Copa, deixando poucas vagas em aberto e tentando construir entrosamento com um grupo mais reduzido. Essa base fixa faz parte do plano de Ancelotti: menos testes, mais repetição e fortalecimento de padrões competitivos para chegar ao Mundial com uma espinha dorsal sólida.

O cenário físico da Seleção também vira fator de preocupação. O Brasil convive com uma lista extensa de desfalques e dúvidas, com nomes importantes fora ou em recuperação, como Rodrygo, Bruno Guimarães e outros jogadores que passaram pelo departamento médico ao longo dos últimos meses.

Na defesa, a situação também exigiu atenção especial, mas há um sinal positivo: Éder Militão, que estava afastado desde dezembro, tranquilizou a comissão técnica após novas avaliações indicarem que não há uma lesão grave.