O São Paulo vive um momento de indefinição importante fora de campo envolvendo os naming rights do Morumbi. Apesar do interesse do clube em manter a parceria, a renovação com a Mondelez não avançou e, nos bastidores, o cenário é de forte incerteza para a continuidade do acordo.
O contrato atual segue válido até dezembro deste ano e garante ao clube cerca de R$ 25 milhões por temporada. Internamente, o São Paulo ainda prioriza a permanência da empresa, mas já entende que a negociação não evolui como esperado desde o início do ano.
A relação entre as partes segue considerada boa, sem conflitos diretos, mas o entrave passa por uma decisão estratégica da empresa. A Mondelez avalia que, neste momento, não pretende manter investimentos no futebol, o que impacta diretamente a possibilidade de renovação.
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Mondelez reduz investimentos e trava negociação
Entre os fatores que influenciam essa posição está o cenário financeiro recente da companhia. A crise do cacau em 2024 afetou o fluxo de caixa e obrigou ajustes internos, levando a empresa a rever prioridades e cortar custos considerados não essenciais neste momento.
Outro ponto relevante envolve a exposição da marca. O nome do estádio acabou ligado a episódios polêmicos recentes, o que, na visão da empresa, diminuiu o retorno institucional esperado com a parceria, mesmo com o impacto positivo inicial do acordo.

Jogadores do Sao Paulo posam para foto antes na partida contra Cruzeiro no estadio Morumbi pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Marco Miatelo/AGIF
Diante desse cenário, pessoas ligadas à empresa indicam que uma renovação só aconteceria com uma reviravolta significativa. Até agora, o indicativo é de cumprimento normal do contrato até o fim, sem avanço concreto para extensão do vínculo.
São Paulo já estuda alternativa no mercado
Enquanto acompanha o impasse, o São Paulo também se movimenta nos bastidores em busca de alternativas. O clube já iniciou conversas preliminares com outras empresas, incluindo a possibilidade de um novo naming rights a partir de 2027.
Uma das sondagens envolve uma empresa do setor de carros elétricos, com valores que poderiam chegar a cerca de R$ 35 milhões anuais. Isso indica que o clube pretende aumentar a receita no próximo contrato, independentemente de quem assuma o acordo.






