Nesta quinta-feira (7), o São Paulo faz a sua estreia na Sul-Americana contra o Ayacucho em Lima, no Peru. A bola rola às 21h30 e o Tricolor precisa de um bom resultado para espantar o ‘fantasma’ da má fase que ronda o time após a lamentável derrota da equipe para o Palmeiras no último domingo (3).
Logo após a partida contra o Palmeiras, o treinador do Tricolor, Rogério Ceni, concedeu uma entrevista onde afirmava que o foco da equipe agora passava a ser o Brasileirão, pois não queria repetir o desempenho do ano passado, quando o time focou na Sul-Americana e acabou ficando muito para trás no Campeonato Brasileiro. Porém, os números e a competição talvez mostrem que o comandante pode ter feito uma escolha equivocada.

Pela Sul-Americana, o São Paulo enfrenta times de ‘menos expressão’ do que no Campeonato Brasileiro, sem contar que o Brasileirão é uma competição muito mais longa, que cobra uma consistência muito maior, junto com um vigor físico mais elevado. O que tornaria a Sula uma oportunidade mais viável de um título são-paulino.
Sem contar os valores financeiros que na competição internacional são muito interessantes. Caso o São Paulo se consagre o campeão da Sul-Americana vai ’embolsar’ no total 7,8 milhões de dólares, equivalente a R$ 37,6 milhões de acordo com a cotação atual. A participação na fase de grupo rende automaticamente 900 mil aos cofres da equipe, nas oitavas são 500 mil, nas quartas 600 mil. Caso o time chegue entre os quatros melhores, recebe 800 mil pelas semifinais e o campeão ‘leva’ mais 5 milhões, enquanto o vice ganha 2.
Por isso, talvez mudar o foco e priorizar a Sul-Americana pode ser a melhor escolha para o professor. O São Paulo possui apenas uma taça desta competição e veio exatamente há 10 anos atrás, em 2012, quando o atual treinador da equipe era o goleiro titular que ajudava o São Paulo a fazer história com um título inédito. Até a equipe ser campeã do Campeonato Paulista de 2021, com Hernan Crespo, esta era a última vez que o torcedor do Morumbi tinha comemorado uma conquista. Relembre agora, como foi a ‘caminhada’ daquele torneio.
O mata-mata da competição começou contra o LDU de Loja, do Equador. A ida do time ao país vizinho foi algo muito desgastante, onde praticamente todos os jogadores do São Paulo reclamaram da altitude e do cansaço da viagem, mas mesmo assim a equipe voltou ao Morumbi com um empate, por 1 a 1, crucial para o avanço à próxima fase, pois segurou o placar em 0 a 0 dentro de casa.

Nas quartas de final, o São Paulo enfrentou o Universidad de Chile, que vinha em alta na competição, por ser na época, o atual campeão e fazer uma excelente campanha em 2012. Porém, foi nesta fase que o Tricolor começou a concretizar a sua dominância, pois sem nenhum problema, o time comandado por Ney Franco, venceu as duas partidas. A de ida, no Chile por 2 a 0 e a segunda, no Pacaembu, com uma goleada de 5 a 0 que empolgou o torcedor.

Agora com o Tricolor já entre os 4 melhores clubes da competição, o time encarava o Universidad Católica, outra equipe chilena. Mas esta, apresentou muito mais trabalho aos paulistas, após empatar por 1 a 1 no Chile, o São Paulo suou muito dentro de casa para manter o empate em 0 a 0 e se classificar para a grande final da Sul-Americana.

Valendo a taça de campeão e tirar das costas o peso de nunca ter ganhado a Sul-Americana, o São Paulo enfrentou o Tigre, da Argentina, em uma das decisões mais polêmicas da história. Na partida de ida, no país vizinho, o placar se manteve inalterado, pois ambas as equipes não marcaram, e com isso a decisão chegava completamente aberta ao Morumbi.
Em São Paulo, os jogadores do Tigre continuaram com atitudes antidesportivas que apresentaram na Argentina, o que rapidamente esquentou o jogo. Mas, no quesito futebol, o Tricolor dominava completamente a partida, até que após o fim da primeira etapa, os jogadores da equipe argentina tentaram agredir os são-paulinos. Após isso, foram para cima ainda da arbitragem até que os policiais entraram em campo para controlar a situação, o que não foi suficiente.

Pois, no vestiário, os jogadores do Tigres continuaram a sua perseguição dos são-paulinos, tentando invadir o vestiário do São Paulo. Após levar algum tempo, a polícia controlou a situação, mas os argentinos se recusaram a voltar ao gramado, o que acabou gerando um W.O, onde o Tricolor se consagrava campeão. A torcida, jogadores e diretoria comemoraram, merecidamente, um título inédito que veio de maneira invicta.






