A vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Primavera, de virada, teve peso importante para Hernán Crespo. Após a partida, o treinador destacou a capacidade de reação da equipe, mas fez duras críticas ao calendário adotado pela Federação Paulista de Futebol nesta temporada.

Crespo é o técnico do São Paulo. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
© Marcello Zambrana/AGIFCrespo é o técnico do São Paulo. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Segundo Crespo, o desempenho do time vem evoluindo, porém, a sequência intensa de compromissos compromete o trabalho. O técnico classificou o modelo atual do Campeonato Paulista como exagerado e afirmou que o acúmulo de jogos afeta diretamente preparação e rendimento.

O calendário é assim. A federação escolheu esse formato e precisa arcar com isso. Para mim, é uma loucura”, afirmou Crespo. O treinador ressaltou que partidas decisivas estão sendo disputadas sem tempo adequado de preparação.

Críticas ao calendário e impacto no elenco

O comandante ainda lembrou que o São Paulo tem dividido atenções entre o estadual e o Campeonato Brasileiro. Além disso, a equipe enfrentou uma série de clássicos recentes, o que obrigou a comissão técnica a preservar atletas, como Luciano, em alguns momentos.

Na avaliação do argentino, a frequência de jogos a cada três dias limita treinamentos e aumenta riscos físicos: “Não há tempo de preparação. É preciso pensar em um calendário melhor. A Federação Paulista precisa conversar com a CBF”, completou.

Apesar das críticas, Crespo fez questão de elogiar a postura do elenco diante das dificuldades. O treinador reconheceu o esforço dos jogadores em meio ao desgaste e reforçou que o grupo tem respondido dentro de campo.

Análise do jogo

Sobre a partida contra o Primavera, Crespo explicou as mudanças feitas ao longo do jogo: “O time se comportou bem. No segundo tempo, colocamos mais peso ofensivo porque precisávamos de qualidade. A escalação inicial foi pensada pela sequência de jogos”, disse.

Ele também comentou a entrada de Luciano, poupado inicialmente: “A ideia era não arriscar, mas ele entrou bem. No Morumbis, o jogador precisa assumir riscos. Foi um jogo difícil, e a virada nos deixa felizes”, avaliou.