O pênalti assinalado em cima de Calleri, nas oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, está dando o que falar. A posição de impedimento do atacante são paulino não foi considerada pelo VAR, quando chamou o árbitro Leandro Pedro Vuaden para ver o penal. No final, o gol foi marcado por Luciano, levando a partida para a decisão em penalidades. Com a classificação do Tricolor, o Alviverde não aprovou as decisões do campo.
Porém, não foi apenas o Palmeiras que não curtiu a atuação da equipe de arbitragem. Com autoridade sobre o assunto, o ex-árbitro Sandro Meira Ricci publicou um texto no Globoesporte.com criticando a postura da CBF. Para ele, além dos erros durante o jogo, a postura da federação não é a ideal após o confronto. Sandro ainda apontou que houve “incompetência” dos profissionais do apito.
“A informação da Comissão de Árbitros da CBF de que a linha não pôde ser traçada depois do jogo é tão inacreditável quanto a confirmação de que a linha não foi traçada durante a partida. Todos poderiam ter lembrado, inclusive os árbitros que estavam no campo. Afinal, todos conceitualmente conheciam o protocolo do VAR e sabiam que o impedimento tinha que ser checado, mas infelizmente esqueceram. Não existe teoria da conspiração nem outra explicação além de incompetência momentânea. E os áudios da cabine comprovam isso”, defendeu Sandro.

Sandro Meira Ricci apitou em duas Copas do Mundo, em 2014 e 2018. Ele ainda esteve presente nas finais da Libertadores de 2014, entre San Lorenzo e Nacional-PAR, e do Mundial de Clubes de 2013, entre Bayern de Munique e Raja Casablanca. Se a experiência como árbitro de futebol foi tão grande, Sandro afirma que a postura das autoridades frente a recente polêmica na Copa do Brasil é uma surpresa até para ele.
“Agora, para mim, que estive tanto tempo na arbitragem, vivendo e também gerando polêmicas, custa acreditar que essa linha não tenha sido traçada após o jogo. Primeiro porque, como se ouve nos áudios da cabine, o lance do possível impedimento foi avisado pelo bandeirinha quando ele fala ‘ajustado’ e, imediatamente, separado pelo VAR, que fala ‘marcado’. Isso significa dizer que o lance foi separado para poder traçar a linha, caso viesse a ser necessário, como de fato foi. Todos esqueceram na hora, mas o lance continuou marcado e salvo”, apontou o comentarista de arbitragem.





