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São Paulo

“Eu lamento”; Ceni ‘sai da casinha’ sobre estrangeiros em São Paulo e almeja trabalho fora do Brasil

O comandante do Tricolor está rodeado por dois portugueses e um argentino entre os rivais paulistas

Ettore Chiereguini/AGIF - Ceni lamenta ser único brasileiro em São Paulo
Ettore Chiereguini/AGIF - Ceni lamenta ser único brasileiro em São Paulo

A chegada de profissionais estrangeiros no futebol brasileiro não é de hoje, mas tem crescido exponencialmente nas últimas temporadas. Principalmente depois do sucesso de Jorge Jesus no Flamengo, o número de treinadores gringos, principalmente portugueses, no Brasil aumentou, tanto na Série A quanto na segunda divisão. Em meio a esse cenário, Rogério Ceni acaba se vendo “sozinho”.

O treinador do São Paulo comentou sobre as trocas de profissionais nos rivais do estado. Agora, ele é o único brasileiro em meio a dois portugueses e um argentino entre os grandes paulistas. Vitor Pereira começou os trabalhos no Corinthians e acompanha o compatriota Abel Ferreira, bicampeão da Libertadores com o Palmeiras. Além deles, o hermano Fabián Bustos também começa seus treinos no Santos.

Ceni não esconde que é um tema incômodo, mas diz que entende o fato de os clubes procurarem profissionais em outros países. “Eu lamento, acho que temos ótimos treinadores no Brasil, mas (…) o mercado é livre, tanto de ir e vir. Um dia nós também vamos poder, quem sabe, ocupar o mercado estrangeiro novamente”, afirmou o ex-goleiro, que “peregrinou” a Europa antes de se tornar treinador.

“Eu acho que é um movimento de mercado natural, a vinda dos estrangeiros. Tenho ótimos amigos e treinadores que eu conheço que podem exercer essa função nos grandes clubes, infelizmente vai ser necessária essa ‘onda’, até que o fracasso (dos estrangeiros) exista também e voltem a pensar nos treinadores do Brasil”, disse Rogério Ceni, que foi sucessor do argentino Hernán Crespo no São Paulo.