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Cuca reage a ‘pane’ no Santos e barra desculpas após sequência de viradas

Situação virou problemática virou crônica no Peixe e o treinador não aceita mais desculpas

Cuca em treino no CT Rei Pelé - Fotos: Raul Baretta/ Santos FC.
© RAUL BARETTACuca em treino no CT Rei Pelé - Fotos: Raul Baretta/ Santos FC.

O Santos FC transformou vantagem em desperdício. Já são sete partidas sem vencer. Em cinco delas, saiu na frente. Em nenhuma soube sustentar o resultado. A série é eloquente: seis empates e uma derrota. Números que expõem mais do que simples má fase. Revelam um time que perde intensidade, concentração e, sobretudo, controle emocional quando o jogo entra na reta decisiva do segundo tempo.

Nem a presença de Neymar, principal referência técnica do elenco, foi suficiente para alterar o roteiro. Ele participou de cinco dos sete jogos da sequência negativa. Ainda assim, o Peixe continuou incapaz de transformar superioridade momentânea em vitória efetiva. A apuração sobre tal fato é do porta Uol Esportes.

Os exemplos são todos parecidos. A equipe comandada por Cuca abriu o placar contra o Recoleta, nos dois confrontos, além de Fluminense FC, Esporte Clube Bahia e Sociedade Esportiva Palmeiras. Em todos os casos, permitiu que a vantagem escorresse entre os dedos.

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Os números deixam de ser coincidência quando passam a se repetir com método. O problema do Santos não parece físico. É mental. O time desliga em momentos decisivos. Contra o Fluminense, na Vila Belmiro, o retrato foi ainda mais cruel. Esteve duas vezes à frente do placar, mas terminou derrotado por 3 a 2. O gol decisivo saiu aos 41 minutos do segundo tempo, exatamente quando equipes organizadas costumam controlar o jogo — e times inseguros começam a perdê-lo.

Em Salvador, o Santos FC repetiu o roteiro que vem marcando sua sequência sem vitórias. Abriu 2 a 0 sobre o Esporte Clube Bahia, mas permitiu o empate aos 38 minutos do segundo tempo. Dias depois, no Paraguai, voltou a sofrer do mesmo mal: saiu na frente contra o Recoleta e cedeu o 1 a 1 aos 41 da etapa final.

Mesmo com a presença de Neymar em campo o poder de manter o resultado melhora – Fotos: Raul Baretta/ Santos FC.

Mesmo com a presença de Neymar em campo o poder de manter o resultado melhora – Fotos: Raul Baretta/ Santos FC.

No clássico diante da Sociedade Esportiva Palmeiras, o desfecho só não foi mais doloroso porque o VAR anulou, nos acréscimos, o gol de Allan, após toque de mão de Jhon Arias antes da finalização. Quando o alívio depende da arbitragem de vídeo, o problema claramente deixou de ser ocasional.

Sem conseguir sustentar vantagens em 71,4% dos últimos sete jogos, o Santos FC passou a conviver com um problema que vai além da tabela. O time perdeu confiança. E os números ajudam a explicar o ambiente de pressão sobre Cuca, dono de apenas 36% de aproveitamento desde que reassumiu o comando da equipe. Depois do empate no Paraguai, o treinador desabafou.

O que Cuca falou sobre problema

“As partidas estão passando e estamos jogando bem. Mas não é mais hora de dar desculpas. Temos que ganhar os jogos, temos que fazer gols. Até onde vai a paciência do torcedor? A gente não sabe. E eles têm razão. Temos que converter um pouquinho das oportunidades que temos, porque são muitas e muito claras”, declarou o treinador do Santos.