Um dos expoentes do bom início de temporada do São Paulo sob o comando de Hernán Crespo, o ala direita Daniel Alves concedeu, neste sábado (1), uma entrevista ao site britânico The Guardian. Ele falou, entre outras coisas, sobre a posição em que mais gosta de atuar e da possibilidade de jogar a Copa do Mundo de 2022.

Daniel disse que pretende estar desfilando seu talento nos gramados catarianos no final do próximo ano: “A Copa do Mundo é um sonho que eu não vou desistir. Eu vou lutar para me manter em alto nível e ter essa última experiência na seleção. Esse é meu desafio. Não é só um sonho. Eu vou competir. Agora é hora de trabalhar e construir”.
Há pouco menos de dois anos no futebol brasileiro, o jogador criticou a forma como as coisas são feitas por aqui: “O Brasil é um cemitério de treinadores e jogadores. Nosso sistema se baseia nas coisas serem sempre as mesmas. Quando você tenta algo diferente, as pessoas ficam contra você, porque se funcionar vai mudar o sistema inteiro”.
Apesar de Fernando Diniz já ter saído há quase quatro meses, ele ainda está na memória de Daniel: “Você pode dizer: ‘Ele não ganhou o título’. Mas eu não estou falando disso, estou falando sobre futebol. Eu admiro ele muito. Ele se importa com as pessoas, tem muitas ideias sobre futebol e ele sabe o que quer do futebol”.
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Tendo atuado como ala nas últimas partidas com Hernán Crespo, Daniel também disse se incomodar com as críticas de quando atuava no meio: “Eu vivo em um país no qual Joshua Kimmich jogando de meia é muito legal, mas eu jogando não é. Por que? Eu posso jogar em qualquer posição”.