A temporada 2020 mal começou e os clubes da Série A já estão trocando de treinador antes mesmo do término dos Estaduais. Após a rodada do final de semana, dois mentores de gigantes do futebol brasileiro deixaram o cargo: Adilson Batista perdeu o emprego no Cruzeiro e Abel Braga se desligou do comando do Vasco da Gama.

O Cruz-Maltino, inclusive, aparece empatado com o Flamengo no topo do ranking dos times considerados grandes do país que mais demitiram técnicos no século XXI. De acordo com o jornalista Rodolfo Rodrigues, da Revista Placar, o Vasco chegou à 42ª mudança no comando técnico. O clube já demitiu 26 treinadores, um a menos que o seu rival, que hoje não tem nenhum pretexto para se livrar do português Jorge Jesus. Mas num passado recente, o Rubro-Negro Carioca também sofreu com falta de resultados, más gestões e, principalmente, com a “seca” de títulos.
Por outro lado, o Cruzeiro foi uma das equipes que menos trocou de técnico nas últimas duas décadas. A Raposa mudou de rumo 28 vezes, uma acima do Santos. Dos considerados gigantes do Brasil, Grêmio e São Paulo são os “exemplos” com 26 e 24 trocas, respectivamente. Hoje em dia, o Tricolor Gaúcho tem Renato Portaluppi como treinador mais longevo do país, há mais de três anos no cargo.
No meio desta tabela estão outros gigantes do futebol brasileiro como Corinthians, Palmeiras, Internacional, Atlético-MG, Fluminense e Botafogo, que, juntos, somam uma média de 26 técnicos demitidos somente no último século. Recentemente, o Verdão e o Galo foram os times que mais trituraram treinadores de 2015 para cá. Nos últimos dias, o Alvinegro de BH rescindiu o contrato de Rafael Dudamel após as eliminações na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana. Jorge Sampaoli assumiu para o restante do ano.
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Outros técnicos estão com o cargo ameaçado ainda neste inicio de temporada. Tiago Nunes, do Corinthians, Jesualdo Ferreira, do Santos, e Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras (mesmo vencendo bem as partidas da Libertadores), não vêm agradando a torcedores e membros da diretoria dos respectivos clubes. Uma eliminação precoce no Paulistão pode aumentar ainda mais a dança da cadeira, isso se o coronavírus deixar.