O Atlético bateu o River Plate e garantiu sua vaga na semifinal da Libertadores. A partida, porém, também ficou marcada por um fator extremamente negativo. O Mineirão, que contou com a presença de 17.030 mil torcedores, não cumpria com nenhuma das normas contra a Covid-19.

Foto: Fernando Moreno/AGIF
Foto: Fernando Moreno/AGIF

Além da aglomeração com falta de distanciamento social, a maioria não usava máscaras. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), não gostou nada das cenas transmitidas pela televisão, mas garantiu a presença da torcida no duelo entre Cruzeiro e Confiança, nesta sexta-feira (20), às 21h30, pela Série B.

“Não faltou só fiscalização. O que faltou foi um conjunto de coisas, mas, principalmente, consciência e compreensão dos clubes. Não foi esse o combinado comigo, e vai haver uma reunião agora a tarde para tratar desse assunto. Faltou uma porção de coisas”, disse Kallil, à reportagem do “Estado de Minas”.

Foto: Yuri Edmundo-Pool/Getty Images

“De maneira alguma (se a presença de torcedores no jogo da Raposa estaria ameaçada), o Cruzeiro não tem nada a ver com o comportamento da torcida do Atlético. Não faz sentido o cruzeirense pagar por isso”.

“Não, não me arrependo. É preciso compreender que esse foi um evento teste e nós estamos em guerra. Não podemos sair matando todo mundo. Não podemos matar o futebol, o teatro, o comércio, as atividades todas. Eles já pagaram um preço alto, é preciso dar oportunidade para todos. Então, em hipótese nenhuma eu me arrependo”, completou o prefeito.