Nesta sexta-feira (13), os bastidores do Vasco da Gama ficaram agitados com uma apuração exclusiva do colega Lucas Pedrosa, em seu canal no Youtube, de que jogadores se queixavam da qualidade da comida do antigo fornecedor de refeições do clube. O contrato foi firmado em julho de 2020 ainda na gestão de Alexandre Campello com Arthur Brandão, dono do Restaurante do Almirante, por 36 meses.
Em coletiva após o jogo contra o CRB, o técnico Liscaagradeceu ao “seu Maurício”, fornecedor atual do clube e quecusta 50% do que o antecessor. Em sua apuração, Pedrosa apresenta detalhes do antigo contrato, que gerou muito debate nas redes sociais entre os vascaínos.
O contrato assinado por Campello previatrês anos de exclusividade com o “senhor Arthur” pelo fornecimento de refeições para todas as sedes do Vasco, sendo que os últimos dois anos e meio seriam da próxima gestão – já que as eleições ocorreriam no fim de 2020.Caso o novo mandatário, no caso Jorge Salgado,quisesse rescindir, teria de pagar R$ 1,5 milhões ao empresário.
Em contrapartida, se o “senhor Arthur” quisesse finalizar a parceria antes do previsto, o Vasco teria de recber R$ 500 mil, ou seja, 1/3 do valor anterior.E ainda por cima, os atletas não gostavam da comida: nomes como Castan e Cano, apurou Pedrosa, não comiam nas dependências do clube. Preferiam comer em casa, pois “a comida era de má qualidade e vinha fria”. Além disso, cada preço de um almoço era de R$ 33,00.
Pedrosa também citou valores das refeições de pré e pós-jogo, em quea empresa de Brandão cobrava R$ 5 mil do Vasco por tais refeições. Quando o time jogava fora de São Januárioe a refeição era oriunda de outra empresa, esse valor caía pela metade.
O Vasco deve valores a empresa de Artur Brandão, e isso gerou ameaças de corte no fornecimento de comida. Por algumas ocasiões, o português Ricardo Sá Pinto, técnico que dirigiu o Vasco no fim de 2020, relatou que os funcionários não tinham comida e chegou a ajudá-los.
O fato irritou a diretoria(já havia acontecido anteriormente), que procurouuma outra empresa para fornecer refeições. Além disso, o clube proibiu a entrada de Artur Brandãoe seus funcionários no CT Moacyr Barbosa e percebeu que informações que eram vazadas constantemente durante a pandemia (“o clube não tinha comida”) cessaram.
Consequentemente, com o novo fornecedor – de melhor qualidade e atendimento e mais barato, segundo Pedrosa -, o Vasco pôde abastecer melhor seus atletas. Castan e Cano, por exemplo, voltaram a se alimentar no refeitório do clube.
O colega Fábio Torres, do portal Vascaino.net,entrou em contato com Arthur Brandão, mas o empresário não quis falar a respeito do contato. ”Sigilo entre as partes”, limitou-se.
Entretanto eledesmentiu que os atletas não gostavam da comida e confirmou a informação de que já fez dois eventos na casa de Germán Cano no final do ano passado. ”Tudo que ele (Cano)me pede eu forneço. Ele me chama de amigo e eu chamo ele de amigo”, relatou Brandão.