O Flamengo chega pressionado para o jogo de volta da Recopa Sul-Americana após a derrota por 1 a 0 para o Lanús na Argentina. Agora, no Maracanã, o time de Filipe Luís precisa vencer por dois gols de diferença para conquistar o título no tempo normal. Caso vença por apenas um gol, a decisão será levada para os pênaltis.

Além da necessidade de reverter o placar, o Rubro-Negro tenta quebrar um padrão negativo em confrontos eliminatórios. Desde 2022, o clube não consegue virar uma derrota sofrida fora de casa em jogos de ida. A missão, portanto, envolve não só o resultado em campo, mas também a superação de um histórico recente que tem pesado em decisões importantes.
O último grande exemplo de virada em cenário semelhante aconteceu em 2022, quando o Flamengo perdeu por 2 a 1 para o Atlético-MG em Belo Horizonte e venceu por 2 a 0 no Maracanã pela Copa do Brasil. Desde então, a equipe enfrentou outras situações de desvantagem em mata-matas, mas não conseguiu repetir a mesma reação diante da torcida.
Histórico recente pesa nas decisões para o Flamengo
Nos últimos anos, o Flamengo acumulou eliminações após derrotas em jogos de ida fora de casa. Em 2024, caiu na Libertadores após revés inicial. Em 2023, perdeu a final da Copa do Brasil e também foi superado na Recopa, o que reforça a dificuldade em reverter cenários adversos quando começa em desvantagem.
O histórico da última década mostra poucas classificações após derrotas fora do Rio de Janeiro. Além da virada contra o Atlético-MG em 2022, o exemplo mais lembrado é a classificação diante do Emelec, na Libertadores de 2019. Fora esses episódios, a equipe encontrou dificuldades para reagir em confrontos decisivos nesse contexto.
Missão no Maracanã e confiança no elenco para final da Recopa
Apesar do retrospecto, a comissão técnica mantém confiança na capacidade de reação do elenco. Filipe Luís tem números positivos em mata-matas na temporada e vê o confronto como oportunidade de mudança de chave. A ideia é usar o apoio da torcida e a força no Maracanã para buscar a virada e recolocar o time no caminho dos títulos.
Internamente, a avaliação é de que o desempenho precisa ser mais intenso e eficiente do que no jogo de ida. A equipe sabe que terá de controlar a ansiedade, pressionar desde o início e evitar erros defensivos. A decisão da Recopa passa a ser vista como momento de afirmação e resposta em um início de temporada marcado por oscilações.